Maputo, 9 de Junho de 2026 — A Presidência da República respondeu oficialmente à carta submetida há cerca de um ano pelo líder do Partido ANAMOLA, Venâncio António Bila Mondlane, na qual eram denunciados alegados casos de violência física, perseguição política, sequestros e tortura contra membros e simpatizantes da sua formação política em diferentes pontos do país.
A resposta foi formalizada através de um documento emitido pelo Gabinete do Presidente da República, sob a referência n.º 1099/PR/GPR/110/2026, assinado pela directora do Gabinete da Presidência, Renízia Cakhongue Canhemba, e dirigido a Venâncio Mondlane.
Segundo o documento, a petição enviada ao Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, relatava uma alegada “escalada sistemática de actos de violência física, sequestro, tortura e perseguição política” contra membros do partido ANAMOLA, tendo igualmente solicitado uma intervenção das autoridades para garantir maior segurança e celeridade nos processos investigativos.
Na resposta, a Presidência informa que, considerando a natureza criminal das alegações apresentadas, o caso foi encaminhado às instituições competentes para apreciação e eventual adopção de medidas legais.
De acordo com a nota oficial, por despacho presidencial datado de 26 de Maio de 2026, o expediente foi remetido ao Procurador-Geral da República e ao Ministro do Interior, com vista à análise dos factos denunciados e aos procedimentos considerados adequados nos termos da lei.
Após a divulgação do documento, Venâncio Mondlane partilhou a resposta na sua página oficial do Facebook, acompanhando a publicação com a mensagem: “Daniel Chapo responde passado 1 ano à carta de Venâncio Mondlane apenas para dizer….nada….”, demonstrando descontentamento com o teor da resposta recebida.
Até ao momento, não há informações públicas sobre eventuais investigações ou medidas concretas tomadas pelas autoridades na sequência do encaminhamento do processo.
