Governo assegura que investigação do homicídio de Dom Osório será conduzida com recursos internos

O Executivo moçambicano manifestou convicção na sua capacidade de esclarecer o assassinato de Dom Osório Citora Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane, dispensando, para já, o auxílio oferecido por entidades internacionais.

​Reação e Ofertas de Apoio

​O crime, ocorrido na sexta-feira passada nas dependências da residência episcopal em Quelimane, provocou um profundo choque e indignação tanto dentro quanto fora do país, motivando várias instituições a condenarem o ato e a oferecerem suporte nas averiguações. Entre as ofertas de colaboração, destacou-se a prontidão dos Estados Unidos da América (EUA), manifestada através da sua representação diplomática em Moçambique.

​Posicionamento Oficial

​Em declarações prestadas à comunicação social nesta segunda-feira (08), em Quelimane, o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, sublinhou que não é necessário recorrer a meios externos neste momento. Segundo o governante, as instituições moçambicanas possuem os recursos e a competência técnica necessária para levar a cabo a investigação e apurar os contornos deste homicídio.

​Contexto e Investigação

​Até ao presente momento, não foram revelados detalhes pelas autoridades sobre quem estaria por trás do crime ou quais seriam os seus motivos, mantendo-se um ambiente de grande apreensão entre a comunidade católica e a sociedade civil em geral.

​Dom Osório Citora Afonso desempenhava papéis de relevo na hierarquia da Igreja Católica em Moçambique, sendo bispo da Diocese de Quelimane, secretário-geral da Conferência Episcopal de Moçambique e também administrador apostólico da Arquidiocese da Beira.

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