Escândalo em Chimoio: Pastor e Professor de 50 anos viola sexualmente menina de 12 anos


CHIMOIO – A família de uma menina de 12 anos, que foi vítima de abuso sexual no passado mês de Abril, está a lançar duras críticas e acusações contra o sistema de justiça na província de Manica. Os parentes da menor exigem transparência e acusam as autoridades de estarem a proteger deliberadamente o alegado predador sexual.
O caso, originalmente reportado pelo jornalista Aníbal dos Santos Martinho, envolve um vizinho da vítima: um homem de aproximadamente 50 anos de idade que detém uma forte influência na comunidade, acumulando as funções de professor, pastor religioso e chefe de zona.

Detenção Fugaz e Tentativa de Suborno

Após a denúncia formalizada pela família da vítima, a Polícia da República de Moçambique (PRM) agiu e o suspeito foi detido no dia 28 de Abril de 2026, tendo sido recolhido às celas da 4.ª Esquadra na cidade de Chimoio. No entanto, a sensação de justiça durou poucos dias, uma vez que o indivíduo foi misteriosamente colocado em liberdade.
A mãe da criança revelou ter sido alvo de pressões para silenciar o caso. A progenitora relatou que foi aconselhada a aceitar um suborno de 100 mil meticais como “compensação” financeira para não levar o processo adiante. Recusando veementemente qualquer acordo monetário, a mãe sublinhou que a sua única exigência é que a lei moçambicana seja cumprida na íntegra.

Desinformação e Suspeita de Encobrimento

Desde a libertação do arguido, a família não recebeu qualquer actualização oficial e clara sobre os trâmites do processo-crime, o que adensou as suspeitas de uma rede de protecção. As acusações de encobrimento por parte das instituições de administração da justiça de Manica agravaram-se após um episódio de desinformação.
As autoridades locais teriam informado os familiares de que o agressor se encontrava recluso na Penitenciária Regional Cabeça de Velho, em Chimoio. Contudo, ao deslocarem-se pessoalmente ao estabelecimento prisional para verificar a veracidade da informação, a família constatou que o homem não estava lá detido.

Cumplicidade da Esposa e Traumas da Vítima

Os contornos dramáticos deste crime não se esgotam no pastor. A família da menor apresentou uma denúncia adicional gravíssima, apontando que a esposa do suspeito estava nas imediações no exato momento da violação. Segundo os relatos, ao ouvir os gritos de socorro da menina de 12 anos, a mulher do agressor não prestou qualquer tipo de auxílio; pelo contrário, terá também agredido a criança.
Actualmente, a menor lida com sequelas profundas. A família partilha que a vítima está severamente abalada a nível psicológico, demonstrando fortes sinais de trauma. A dor é tão latente que a menina sente extremas dificuldades em reviver ou verbalizar o pesadelo por que passou, nomeadamente durante os momentos de contacto ou entrevistas com órgãos de comunicação social.
A família continua firme na sua luta, exigindo que a impunidade não prevaleça e que a justiça moçambicana responsabilize os autores deste crime bárbaro.

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