O Governo de Moçambique prevê capacitar cerca de 255 mil agregados familiares das zonas rurais com o objectivo de aumentar a produção agrícola, melhorar a segurança alimentar e contribuir para a redução da pobreza, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Inclusivo de Cadeias de Valor Agro-alimentares (PROCAVA).
Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, a iniciativa foi apresentada na província de Inhambane, durante uma acção de formação destinada a produtores e extensionistas dos distritos de Homoíne e Inhassoro.
A formação, que terá a duração de dez dias, pretende reforçar a implementação da metodologia do Sistema de Acção e Aprendizagem de Género (GALS), considerada uma ferramenta importante para promover uma gestão mais eficiente das actividades agrícolas.
De acordo com o comunicado, a iniciativa pretende expandir a utilização desta abordagem, incentivando uma melhor planificação da produção, o fortalecimento das organizações de produtores, o reforço da coesão dos grupos e o empoderamento das mulheres e dos jovens.
Citada no documento, a representante do PROCAVA, Lucília Santos, explicou que a expansão da metodologia GALS terá como foco a definição de uma visão estratégica para os produtores, a melhoria do planeamento das actividades agrícolas, o desenvolvimento das organizações de produtores, o fortalecimento da cooperação entre os grupos e a promoção da participação activa de mulheres e jovens.
A responsável acrescentou que a formação será realizada em duas fases, sendo que a primeira servirá para seleccionar os participantes que irão avançar para a etapa seguinte.
O PROCAVA é um programa do Governo com duração de dez anos e encontra-se actualmente em execução em 81 distritos das regiões Sul, Centro e Norte de Moçambique.
A iniciativa concentra-se em cadeias de valor consideradas estratégicas para a segurança alimentar, abrangendo áreas como a horticultura, a produção de mandioca, as leguminosas, a produção de carnes vermelhas e a avicultura.
Além do reforço da produção agrícola, o programa inclui acções voltadas para a promoção da igualdade de género, apoio à juventude, melhoria da nutrição, segurança da posse da terra, acesso a serviços financeiros, gestão sustentável dos recursos naturais e inclusão de grupos vulneráveis.
O programa deverá decorrer até 2030, sendo implementado em coordenação com instituições públicas e prestadores de serviços, no âmbito da estratégia nacional de transformação das cadeias de valor agroalimentares e de fortalecimento da resiliência das comunidades rurais.
