A artista Fofa Júlia denunciou publicamente o que considera ter sido uma situação de burla e maus-tratos ocorrida no dia 25 de junho de 2026, no Complexo Marabô, na cidade de Quelimane, província da Zambézia, durante as celebrações do Dia da Independência Nacional.
Segundo o relato da cantora, tudo começou quando foi contactada pelo proprietário do Complexo Marabô para atuar no evento. Após negociações, as partes chegaram a um acordo sobre a sua participação, tendo o promotor assumido os custos da sua deslocação de Molócuè para Quelimane.
No entanto, Fofa Júlia afirma que a forma como foi recebida no local ficou muito aquém do esperado. De acordo com a artista, permaneceu sem almoçar durante o dia do espetáculo e a única refeição disponibilizada teria sido arroz, que descreveu como estando estragado, acompanhado de matapa, razão pela qual recusou consumi-la.
Após a atuação, a cantora relata que foi informada pelo promotor de que não havia alojamento disponível para passar a noite. Segundo a artista, foi orientada a procurar abrigo junto de uma quarta pessoa e, juntamente com outra cantora, pediu um pequeno espaço para poder dormir.
Na manhã seguinte, Fofa Júlia tentou contactar o promotor para receber o pagamento acordado pela atuação, mas afirma que não obteve resposta. Conta ainda que permaneceu no Complexo Marabô até às 14 horas, sem receber qualquer refeição.
De acordo com o seu relato, apenas por volta das 18 horas recebeu 3.000 meticais, valor que, segundo disse, destinava-se apenas a custear o regresso de duas pessoas para Molócuè.
A artista afirma ainda que acabou por ser acolhida na casa de uma amiga em Quelimane, onde permaneceu no segundo dia, tendo contraído dívidas relacionadas com alimentação.
Segundo Fofa Júlia, até ao momento o responsável pelo Complexo Marabô continua a recusar o pagamento do valor remanescente acordado pela sua participação no evento.
Perante a situação, a cantora exige o pagamento integral do valor em dívida e apela a um tratamento mais digno para os profissionais da música.
“Nenhum artista merece passar por isso”, declarou.
Até ao momento, não foi conhecida publicamente a versão do responsável pelo Complexo Marabô sobre as alegações apresentadas pela artista.
