Diocese de Quelimane acusa imprensa de divulgar informações sigilosas no caso Dom Osório

A Diocese de Quelimane, através do Secretariado Diocesano de Coordenação Pastoral e do Colégio dos Consultores, emitiu uma Carta de Repúdio na qual manifesta preocupação com a divulgação de informações relacionadas com o processo de investigação do assassinato do Bispo de Quelimane, Dom Osório Citorra Afonso, publicadas em órgãos de comunicação social e nas redes sociais.

No documento, assinado pelo Administrador Apostólico, Dom Estevão Ângelo Fernando, a Igreja Católica considera que algumas notícias têm atribuído culpas e responsabilidades a pessoas e instituições sem que exista, até ao momento, qualquer decisão judicial definitiva sobre o caso. Segundo a Diocese, entre os visados pelas publicações encontra-se o próprio responsável eclesiástico.

A Diocese afirma ainda que determinadas informações divulgadas fazem referência a alegadas “fontes” e à “Justiça”, apresentando dados que estariam ligados a uma investigação ainda em curso.

De acordo com a Carta de Repúdio, a divulgação desse tipo de informação constitui uma violação do princípio do segredo de justiça, previsto na legislação moçambicana, podendo comprometer o normal decurso das investigações e influenciar a perceção pública sobre o processo.

A Igreja apela ao respeito pelos princípios legais e pela presunção de inocência, defendendo que o esclarecimento dos factos deve ocorrer através das autoridades competentes e dentro dos trâmites judiciais estabelecidos.

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