O sistema de refrigeração da máquina de ressonância magnética do Hospital Central da Beira (HCB) voltou a ser alvo de vandalização por indivíduos ainda não identificados, comprometendo novamente o funcionamento de um dos principais equipamentos de diagnóstico da unidade hospitalar.
Segundo informações disponíveis, esta é a terceira vez que o sistema sofre danos provocados por atos de vandalismo, situação que está a afetar diretamente os pacientes que necessitam de exames especializados para o diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças, sobretudo os doentes oncológicos.
A máquina de ressonância magnética é considerada um equipamento de tecnologia avançada e foi adquirida pelo Estado por um valor superior a um milhão de dólares norte-americanos.
Com os danos provocados no sistema de refrigeração, o equipamento ficou totalmente inoperacional, interrompendo temporariamente a realização de exames essenciais para pacientes da região centro do país.
O diretor do Hospital Central da Beira, Amir Hussein Seni, explicou que, neste momento, será necessário proceder à reposição dos cabos de cobre roubados, bem como à reparação dos restantes danos causados durante o ato de vandalismo.
Segundo o responsável, os trabalhos de reparação deverão durar, pelo menos, 72 horas, período durante o qual os pacientes terão de aguardar pela reposição do funcionamento normal do equipamento.
A paralisação da máquina poderá agravar a situação dos doentes que aguardam pela realização de exames, comprometendo o acompanhamento clínico e atrasando o diagnóstico de várias patologias complexas.
As autoridades competentes deverão prosseguir com as investigações para identificar os autores da vandalização e responsabilizá-los pelos prejuízos causados ao setor da saúde.
