Greve de transportadores gera crise de mobilidade e deixa milhares retidos em Maputo e Matola

Maputo/Matola — Uma paralisação levada a cabo pelos transportadores de passageiros mergulhou as cidades de Maputo e Matola numa severa crise de mobilidade urbana. A greve, que imobilizou grande parte da frota de “chapas”, está a impedir milhares de utentes de chegarem aos seus locais de trabalho, escolas e outros compromissos diários.

No centro da contestação da classe estão as exigências para a reestruturação do atual modelo de atribuição de subsídios ao setor. Adicionalmente, os transportadores pressionam o Governo para a revisão do tarifário em vigor, justificando que o contínuo agravamento dos custos de operação tornou a atividade financeira e logisticamente insustentável.

Caos nas paragens e longas caminhadas

Como resultado direto deste protesto, o cenário nas duas principais urbes do sul do país é de dezenas de viaturas parqueadas e inoperantes. Nas principais paragens, formaram-se longas filas de passageiros desesperados. Sem viaturas suficientes a circular, a paralisação está a provocar fortes constrangimentos, forçando muitos cidadãos a percorrerem longas distâncias a pé ou a recorrerem a meios de transporte alternativos para alcançarem os seus destinos.

Face a este cenário de incerteza, as recomendações vão no sentido de que a população saia de casa com a máxima antecedência. Os utentes devem estar mentalizados para enfrentar atrasos e dificuldades acrescidas na via pública, pelo menos enquanto as autoridades competentes e as associações de transportadores não alcançarem uma plataforma de entendimento.

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