A Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), liderada pelo antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane, anunciou a abertura de uma investigação interna para apurar as circunstâncias de uma disputa política que envolve alegados membros da organização.
A decisão surge após a divulgação de um vídeo que se tornou viral nas redes sociais, no qual aparecem dois indivíduos vestidos com camisetas ostentando o símbolo da Anamola a envolverem-se numa discussão com membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
Num comunicado, a Anamola condenou o ocorrido e reiterou que rejeita qualquer forma de violência, intimidação, humilhação de adversários políticos ou destruição de bens e símbolos partidários, considerando que tais comportamentos são incompatíveis com os princípios e valores defendidos pela organização.
Segundo a nota, a Anamola não orienta, incentiva nem legitima atos de intolerância política, sublinhando que as divergências devem ser resolvidas através do diálogo, do debate democrático e do respeito mútuo.
Face à gravidade das imagens divulgadas, a direção da organização determinou a abertura imediata de um inquérito interno para apurar os factos e esclarecer as circunstâncias do incidente.
A Anamola acrescenta que, caso seja confirmado que os envolvidos são efetivamente membros da organização e que atuaram em violação dos regulamentos internos, serão aplicadas as medidas disciplinares consideradas adequadas, sem prejuízo das ações que possam ser desencadeadas pelas autoridades competentes.
No comunicado, a organização apelou ainda aos seus membros, simpatizantes e às restantes forças políticas para promoverem um ambiente de respeito, tolerância e convivência pacífica.
A Anamola defende que a competição política deve assentar na força das ideias, no respeito pelo Estado de Direito e na dignidade de todos os cidadãos.
