A eleição de Carlos Ussman para a presidência do Conselho Distrital da Juventude (CDJ) da Manhiça poderá ser anulada, na sequência de uma providência cautelar submetida na quarta-feira (5) pela Delegação Distrital da Associação Rede dos Direitos Humanos (ARDH).
A organização explica que a acção judicial pretende suspender os efeitos do processo eleitoral devido às alegadas irregularidades denunciadas durante a realização do pleito. O objectivo é impedir que os resultados sejam definitivamente consolidados antes da análise da legalidade e da conformidade dos procedimentos adoptados pela comissão eleitoral.
Caso o tribunal ou as entidades competentes aceitem a providência cautelar, a eleição de Carlos Ussman e todos os actos subsequentes ficarão temporariamente suspensos até que seja tomada uma decisão final sobre as reclamações e irregularidades apresentadas.
A contestação ao processo eleitoral do CDJ da Manhiça vinha sendo levantada pelo candidato derrotado, Ernesto Sambo, que denunciou publicamente alegadas falhas de transparência e parcialidade por parte da Assembleia Eleitoral. O candidato já havia manifestado a intenção de recorrer às instâncias superiores para tentar anular os resultados divulgados.
O caso segue agora os trâmites legais, enquanto se aguarda uma decisão das autoridades competentes sobre o futuro da eleição do Conselho Distrital da Juventude da Manhiça.
