Larissa Gonçalves de Souza, de 21 anos, desapareceu depois de deixar o carro na rodoviária de Extrema, em Minas Gerais. A jovem seguiria de ônibus para Bragança Paulista, onde cursava Biomedicina.
De acordo com as investigações, Larissa foi abordada por Rosiane Rosa da Silva e Valdeir Bispo dos Santos. Os dois teriam levado a universitária até à residência do empresário José Roberto dos Santos Freire, então com 35 anos.
Onze dias após o desaparecimento, o corpo da estudante foi localizado na Serra do Lopo, lançado numa ribanceira de aproximadamente 30 metros de altura.
Segundo a perícia, Larissa estava com os punhos amarrados aos tornozelos e tinha a cabeça coberta com fita adesiva. O corpo apresentava diversas marcas de violência.
Os exames periciais identificaram sinais compatíveis com estrangulamento, além de fraturas na região do rosto e do pescoço. A investigação também apontou que um peso utilizado em academia teria sido empregado durante as agressões contra a jovem.
A polícia chegou até José Roberto depois de receber uma denúncia. Durante o interrogatório, o empresário confessou ter planeado o crime e revelou que mantinha um relacionamento com Luccas Gamero, noivo de Larissa e funcionário da sua loja.
Conforme a investigação, José Roberto estaria apaixonado por Luccas e teria decidido eliminar Larissa depois que o funcionário se recusou a assumir publicamente o relacionamento com ele e a terminar o noivado com a universitária.
Para colocar o plano em prática, o empresário teria contado com a participação de Rosiane e Valdeir. Segundo as autoridades, o casal recebeu R$ 1 mil para participar do sequestro e da morte da jovem.
Luccas Gamero também chegou a ser preso durante as investigações, depois de José Roberto apontá-lo como suposto participante do plano. No entanto, o funcionário foi libertado poucos dias depois por falta de provas suficientes.
Luccas chegou a ser denunciado pelo Ministério Público e passou a responder ao processo em liberdade. Nos julgamentos realizados posteriormente, porém, ele não foi condenado.
A descoberta do envolvimento de José Roberto provocou revolta entre os moradores de Extrema. Após a participação do empresário no crime vir à tona, populares depredaram e incendiaram a loja pertencente a ele.
José Roberto dos Santos Freire e Valdeir Bispo dos Santos foram condenados a 17 anos e 3 meses de prisão cada um, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
O caso ficou marcado pela brutalidade do assassinato da jovem universitária e pela motivação apontada durante a investigação: a tentativa do empresário de eliminar a noiva do homem por quem estaria apaixonado.
