IMG 20250514 WA01982B28129

Caso Dom Osório Citora: Dom Estêvão Fernando constituído arguido

Administrador Apostólico da Diocese de Quelimane passa a ter estatuto processual de arguido no processo que investiga o assassinato do bispo Dom Osório Citora Afonso.

QUELIMANE – O Administrador Apostólico da Diocese de Quelimane, Dom Estêvão Ângelo Fernando, foi constituído arguido no âmbito do processo que investiga o assassinato do bispo Dom Osório Citora Afonso, ocorrido a 6 de Junho de 2026, na residência episcopal, na cidade de Quelimane.

A constituição de Dom Estêvão como arguido representa mais um desenvolvimento num caso que, desde o seu início, tem despertado grande atenção e expectativa entre a comunidade católica e a sociedade moçambicana.

Dom Osório Citora Afonso, que na altura exercia as funções de bispo de Quelimane e administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, foi encontrado morto na madrugada de 6 de Junho, vítima de um disparo de arma de fogo. O assassinato provocou uma onda de consternação a nível nacional e internacional, levando o Governo a garantir a realização de investigações rigorosas para identificar os responsáveis materiais e morais pelo crime.

Nos primeiros dias das investigações, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou a detenção de três suspeitos, incluindo pessoas ligadas à estrutura da Diocese. Os indivíduos foram posteriormente apresentados às autoridades judiciais, que determinaram a aplicação da prisão preventiva.

O nome de Dom Estêvão Ângelo Fernando já havia sido mencionado publicamente no contexto das informações divulgadas sobre as diferentes linhas de investigação do homicídio.

Em Julho, a Diocese de Quelimane, através de um comunicado subscrito pelo próprio Administrador Apostólico e pelo Colégio dos Consultores, manifestou o seu repúdio pela divulgação de informações relacionadas com o processo. Na ocasião, a instituição considerou que determinadas publicações poderiam comprometer o segredo de justiça e prejudicar o princípio da presunção de inocência das pessoas mencionadas.

Na mesma altura, Dom Estêvão declarou que também figurava entre as pessoas visadas pelas publicações.

Entretanto, as investigações prosseguiram. Ainda em Julho, o procurador-chefe provincial da Zambézia, Freddy Jamal, confirmou que o processo continuava na fase de instrução preparatória e permanecia sujeito ao segredo de justiça, assegurando que as diligências das autoridades estavam em curso.

Já em Setembro, a Conferência Episcopal de Moçambique voltou a expressar preocupação perante a falta de respostas conclusivas sobre o assassinato de Dom Osório Citora Afonso.

Após uma assembleia extraordinária realizada na Matola, entre os dias 2 e 4 de Setembro, os bispos manifestaram a sua preocupação com a permanência de questões fundamentais por esclarecer, nomeadamente a identidade de quem executou o crime, os seus possíveis mandantes e as motivações que estiveram na origem do assassinato.

O processo continua, assim, a ser acompanhado com grande expectativa, enquanto se aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias e os responsáveis pelo homicídio que abalou a Igreja Católica em Moçambique.

Fértil Vida e Consultoria

Suplementos & Consultoria Natural

"Somos uma empresa moçambicana dedicada a resgatar a saúde que sofre calada."

Outras Notícias do Autor

IMG 20261105 095735 1

Homem morre em casa da amante em circunstâncias estranhas em Inharrime

vecteezy exploration of outer space with spaceship satellite and 24620074 3 scaled

Telescópio “descontrolado” da NASA cai na Indonésia após quase 22 anos no espaço

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *