MAPUTO, 26 de Janeiro de 2026 — O Governo da República de Moçambique, sob a liderança direta do Presidente Daniel Francisco Chapo, inicia esta terça-feira uma jornada de trabalho intensiva nas províncias de Gaza e Maputo. O objetivo principal é avaliar in loco os estragos causados pelas severas cheias e inundações que assolam o sul do país desde finais de 2025.
Monitoria e Reconstrução
Com os níveis das águas a registarem uma descida gradual, o Executivo considera este o momento crucial para aferir a real dimensão dos danos. Cada membro do Governo foi instruído a realizar verificações no terreno dentro das suas áreas de jurisdição, enquanto se prepara a transição da fase de mitigação para a de reconstrução pós-calamidade.
Conselho de Ministros em Xai-Xai
Como parte integrante deste trabalho de campo, a Cidade de Xai-Xai, capital de Gaza, acolherá amanhã a segunda sessão ordinária de 2026 do Conselho de Ministros. A agenda será dominada quase exclusivamente pela gestão da crise hídrica e pelo planeamento das infraestruturas afetadas.
Balanço da Situação nas Províncias
O Presidente Chapo, que já havia sobrevoado as zonas afetadas no passado dia 17, classificou estas cheias como as mais graves já registadas em Moçambique. Entre os pontos mais críticos destacados pelo Governo estão:
- Gaza: Distritos de Chókwè, Guijá, Chibuto, Limpopo e Xai-Xai continuam sob monitoria após inundações severas.
- Infraestruturas: Na Estrada Nacional Número 1 (N1), zona de Incoluane, foram identificados seis cortes totais na via, impossibilitando o tráfego normal.
- Planeamento: Equipas multissetoriais já trabalham na elaboração do Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias, sob a égide do Chefe de Estado e da Primeira-Ministra.
O Governo reitera que a redução do nível das águas torna agora as avaliações mais eficazes, permitindo um levantamento especializado por setores para alimentar o fundo de reconstrução nacional.
