O ativista de direitos humanos ligado ao Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), André Mulungo, manifestou preocupação com as recentes declarações do Presidente da República, Daniel Chapo, que negou a existência de qualquer acordo com o político da oposição Venâncio Mondlane. Para Mulungo, tais afirmações revelam um jogo político perigoso, com potencial para agravar a tensão no país.
Segundo o ativista, a coexistência de dois canais distintos de diálogo político — um conduzido por Edson Macuácua, no quadro do chamado Diálogo Político Nacional e Inclusivo, e outro supostamente liderado por Chapo em encontros com Mondlane e outros cidadãos — cria confusão e fragilidade institucional. Ele alerta que essa divisão pode comprometer os esforços de reconciliação e confiança no processo democrático.
Mulungo considera que a ambiguidade no discurso presidencial pode gerar desentendimentos políticos e sociais, em um momento em que o país precisa de coesão e respostas claras, especialmente diante das tensões pós-eleitorais e das manifestações populares recentes.
