Um levantamento sobre a atuação policial na África Austral revela que apenas três países — África do Sul, Botsuana e Namíbia — conseguem, em média, atender chamadas de emergência residencial em menos de uma hora. Nos demais países da região, o atendimento é lento, e cidadãos frequentemente recebem instruções para agir por conta própria antes de acionar as autoridades.
Na África do Sul, algumas regiões urbanas apresentam tempos de resposta relativamente rápidos. Contudo, em áreas remotas, como o Northern Cape, a polícia pode levar mais de uma hora para chegar ao local da ocorrência (da.org.za, businesstech.co.za).

Em Moçambique, a situação é ainda mais crítica. Dados do Afrobarometer apontam que 51% dos cidadãos que solicitaram auxílio policial precisaram pagar subornos para receber atendimento (afrobarometer.org). Relatos indicam que, em algumas localidades, policiais exigem dinheiro para combustível antes de iniciar qualquer perseguição a suspeitos.

Na Nigéria, práticas similares de corrupção também comprometem a eficiência do serviço policial. Moradores relatam casos frequentes de extorsão, em que cidadãos precisam pagar subornos para receber atendimento ou evitar detenções injustas (context.news).

Especialistas alertam que, embora África do Sul, Botsuana e Namíbia apresentem respostas policiais mais rápidas, grande parte da população na região enfrenta atrasos significativos e obstáculos ligados à corrupção, afetando a segurança pública e reduzindo a confiança nas instituições policiais. Ler mais…

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