Empresários angolanos denunciaram que cidadãos chineses estão utilizando lonas plásticas na produção de sal na província do Namibe, prática que representa riscos à saúde pública e cria concorrência desleal para os produtores nacionais. Segundo relatos, o sal produzido com plástico apresenta qualidade inferior e pode causar problemas de saúde aos consumidores.
Cerca de sete mil toneladas de sal angolano permanecem sem mercado no Sacomar devido à forte concorrência do sal produzido com lonas plásticas. O Sacomar, localizado no município da cidade de Moçâmedes, é um importante porto para embarque de minérios e produtos locais.
O Ministério das Pescas e Recursos Marinhos de Angola já proibiu oficialmente o uso de lonas plásticas na produção de sal, classificando a prática como ilegal e prejudicial à saúde. A Associação dos Produtores e Transformadores de Sal de Angola (APROSAL) também expressou preocupação com a proliferação dessas salinas e solicita medidas efetivas do governo para conter a situação.
Apesar da proibição, alguns casos da prática ainda são registrados em áreas da província, e uma comissão técnica foi criada para reorganizar a indústria do sal, sem previsão de resultados imediatos. Enquanto isso, empresários locais pedem fiscalização rigorosa para garantir a proteção da indústria nacional e a saúde dos consumidores.
