FDEM Diz que Manica Vive da Mineração e Critica Paralisação Total do Setor

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) defende que o Governo reveja a suspensão aplicada às atividades mineiras na província de Manica, alertando para o impacto social e económico da medida, que coloca em risco cerca de 1.700 postos de trabalho.

A posição surge após a decisão tomada em Outubro, quando o Executivo suspendeu todas as licenças mineiras devido à contaminação dos rios locais por cianeto e mercúrio utilizados na extração de ouro.

Lineu Candeeiro, presidente da FDEM, afirma que a manutenção da suspensão poderá agravar a situação social e económica da província, salientando que muitos habitantes dependem diretamente da mineração para subsistência.

Segundo Candeeiro, a suspensão prolongada não só ameaça aumentar o desemprego, como também reduz as receitas do Estado e afeta a sobrevivência das comunidades que vivem essencialmente da mineração e da agricultura.

A federação aponta ainda a “fraca inspeção” como um dos fatores que contribuíram para a atual poluição dos rios em Manica.

A medida governamental foi adotada através de um decreto do Conselho de Ministros, determinando a paralisação de todas as atividades mineiras até que sejam identificadas soluções para mitigar os impactos ambientais provocados pelos produtos químicos usados no setor.

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