Não vou recuar”: Anselmo Muchave esconde-se após tentativa de silenciamento ligada ao 13.º salário

Líder sindical da Saúde em paradeiro desconhecido após ataque armado à sua residência

O presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), Anselmo Muchave, revelou estar escondido em “parte incerta” após a sua casa ter sido alvo de uma invasão violenta na última segunda-feira. O sindicalista associa o incidente a uma tentativa de intimidação política devido às recentes exigências da classe.

Detalhes da Invasão

O ataque ocorreu na manhã de 29 de dezembro, poucas horas antes de Muchave realizar uma conferência de imprensa programada para as 9h00. De acordo com os relatos:

  • Modus Operandi: Três indivíduos, sendo um deles armado, invadiram a propriedade à procura do líder da APSUSM.
  • Agressão ao Guarda: Ao não encontrarem Muchave, os invasores amarraram e espancaram severamente o guarda residencial.
  • Estado da Vítima: O trabalhador foi socorrido por vizinhos e encontra-se internado com um braço partido e ferimentos na cabeça, embora o seu estado seja considerado estável.

Ligação com o ultimato do 13.º Salário

Muchave estabelece uma relação direta entre o ataque e a sua atuação sindical. Momentos antes da conferência de imprensa, o dirigente afirmou ter recebido chamadas de indivíduos ligados ao Governo que o questionaram sobre a realização do evento.

Na referida conferência, a APSUSM deu um prazo de 15 dias ao Executivo para o pagamento integral do 13.º salário. Caso a exigência não seja satisfeita, o sindicato ameaça paralisar o Sistema Nacional de Saúde (SNS) com uma “greve perigosa”, que poderá incluir o encerramento de unidades sanitárias em todo o país.

Posição de Anselmo Muchave

Apesar de se encontrar em local seguro e não revelado, Muchave garantiu que não abandonará Moçambique nem recuará nas suas posições. O dirigente apelou à resistência dos profissionais do setor, afirmando que a luta pela dignidade da classe e pela qualidade do atendimento ao povo moçambicano deve continuar, sob risco de colapso das unidades de saúde.

Fonte: Jornal Savana

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