O indivíduo, que alegava realizar “milagres para o matrimónio” através de atos libidinosos, foi capturado pelas autoridades esta terça-feira.
LUANDA — As autoridades angolanas confirmaram, na tarde desta terça-feira (20 de janeiro), a detenção de um suposto líder religioso acusado de crimes de abuso sexual e charlatanismo. O caso, que gerou uma onda de indignação nacional após a divulgação de imagens degradantes, envolve rituais realizados numa praia local com mulheres que buscavam auxílio espiritual para contrair matrimónio.
O Modus Operandi
Segundo as investigações, o suspeito atraía fiéis para zonas balneares sob a promessa de uma “corrente de libertação”. No local, as vítimas eram induzidas a despirem-se e a posicionarem-se na areia para que o agressor procedesse a atos de cariz sexual, como lamber as nádegas das mulheres, alegando ser um procedimento necessário para a bênção divina.
Prisão e Acusações Oficiais
A operação policial culminou com a prisão do “pastor”, que agora enfrenta acusações graves perante a justiça:
- Importunação Sexual: Atos libidinosos realizados através da manipulação psicológica e espiritual.
- Charlatanismo: Exploração da vulnerabilidade alheia para obtenção de vantagens sob falsos pretextos religiosos.
- Crime contra a Dignidade Humana: Exposição e humilhação de mulheres em espaços públicos.
Alerta à Sociedade
Líderes de diversas congregações e especialistas em direitos humanos condenaram veementemente o episódio, reforçando que tais práticas não possuem qualquer base doutrinária cristã. As autoridades apelam para que outras possíveis vítimas se dirijam às esquadras para prestar depoimento, garantindo que a fé não pode servir de escudo para a prática de crimes sexuais.
O detido aguarda agora a primeira audição judicial para a aplicação das medidas de coação adequadas, enquanto as autoridades prosseguem com as diligências para identificar todos os cúmplices envolvidos na organização dos eventos. Ler artigo completo…
