UIR usa força para dispersar protesto por “chuva amarrada” em Quelimane

Populares bloquearam vias em sinal de revolta contra a seca, alegando causas sobrenaturais. A Unidade de Intervenção Rápida respondeu com gás lacrimogéneo para restaurar a ordem.

​O distrito de Quelimane, na província da Zambézia, foi palco de momentos de grande tensão nesta semana. A Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi accionada para intervir num protesto singular: um grupo de cidadãos decidiu paralisar o trânsito em reivindicação à falta de pluviosidade, que, segundo a crença local, estaria a ser “amarrada” ou impedida por forças ocultas.

O Motivo da Revolta

​A ausência prolongada de chuva tem lançado o desespero sobre as comunidades agrícolas da região. Com as machambas secas e o sustento das famílias em risco, a população levou o seu descontentamento para as estradas, exigindo uma solução para o fenómeno climático que acreditam ser provocado por terceiros.

A Intervenção Policial

​Para garantir a livre circulação e dispersar o aglomerado, as forças policiais montaram um forte dispositivo no terreno:

  • Bloqueio e Fuga: Perante a chegada da polícia, os manifestantes abandonaram a via principal e procuraram refúgio em zonas de mata cerrada.
  • Uso de Gás: Para desmobilizar o grupo que persistia no protesto a partir do mato, a UIR recorreu ao lançamento de gás lacrimogéneo.

Impacto Social

​Embora a ordem tenha sido restabelecida, o incidente levanta o debate sobre a segurança alimentar na província e a influência das crenças tradicionais em momentos de crise climática. Até ao momento, não há registo de detidos ou feridos graves resultantes do confronto.

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