Hospital José Macamo quebra silêncio sobre caso de bebé morto cuja identidade foi contestada

Maputo, 15 de junho de 2026 — O Hospital Geral José Macamo tornou público um comunicado oficial para esclarecer os acontecimentos relacionados ao caso de um recém-nascido, filho de Rabaca Alfredo Nhambe, que faleceu após ter dado entrada naquela unidade sanitária em estado considerado grave.

Segundo a instituição hospitalar, o bebé foi transferido do Centro de Saúde de Muhalaze no dia 11 de junho de 2026, às 09h35, apresentando um quadro clínico de asfixia grave. O hospital refere ainda que, no momento da admissão, o recém-nascido apresentava queimaduras nos membros superiores e na coxa direita, além de um estado geral de saúde crítico.

Após a entrada na unidade, a mãe foi internada na maternidade, enquanto o recém-nascido recebeu cuidados médicos no setor de Neonatologia (Berçário), acompanhado pela equipa clínica especializada. Apesar dos esforços médicos realizados, o bebé acabou por falecer no dia 12 de junho de 2026, às 05h15, informou o hospital.

De acordo com o comunicado, a mãe foi posteriormente informada do óbito e chamada para proceder ao reconhecimento do corpo. Na ocasião, terá confirmado a identidade da criança e entregue uma manta à enfermeira de serviço para envolver o recém-nascido. O pai da criança foi igualmente contactado e deslocou-se ao hospital acompanhado pela sogra, avó do bebé.

O Hospital Geral José Macamo afirma que, seguindo os procedimentos internos do setor, o pai foi questionado sobre a realização do funeral, tendo concordado. Contudo, a avó do recém-nascido solicitou que a família voltasse a reconhecer o corpo depositado na morgue hospitalar antes de qualquer procedimento.

Quando os familiares se dirigiram à morgue, surgiram dúvidas quanto à identidade do corpo apresentado. Segundo o hospital, a família declarou que o corpo exibido não correspondia ao do seu filho, levantando questionamentos sobre o caso.

Perante a situação, a direção do Hospital Geral José Macamo manifestou “profundo pesar” pelo falecimento do recém-nascido e expressou solidariedade à família. A instituição assegura estar a acompanhar o caso e reafirma o compromisso com a verdade, transparência e humanização dos cuidados de saúde, comprometendo-se a colaborar no esclarecimento dos factos.

No encerramento do comunicado, o hospital sustenta que “na verdade o recém-nascido em causa pertence à família reclamante”, numa aparente resposta às dúvidas levantadas sobre a identidade da criança falecida.

O documento foi assinado pela diretora do hospital, Ermelinda Chamba, e datado de 15 de junho de 2026, em Maputo.

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