O Tribunal Judicial da Província de Sofala condenou, à revelia, o empresário chinês Jei Zhu, de 45 anos, a oito anos de prisão efectiva e ao pagamento de uma indemnização ao Estado moçambicano superior a mil milhões de meticais.
A decisão foi anunciada durante a leitura da sentença, acompanhada pela Miramar, pelo juiz Martinho Muchiguerre, da Sexta Secção do Tribunal Judicial da Província de Sofala.
Segundo o magistrado, ficou provado em tribunal que o arguido utilizou de forma repetida documentos falsificados para a aquisição e exportação de madeira, bem como para a criação e crescimento do seu grupo empresarial no país.
De acordo com a decisão judicial, após o início do processo-crime, Jei Zhu deixou Moçambique e encontra-se actualmente na República Popular da China, razão pela qual o julgamento decorreu sem a sua presença em tribunal.
Na sequência da condenação, o tribunal determinou a emissão de um mandado de captura internacional contra o empresário. O documento deverá ser encaminhado ao Tribunal Supremo, à Interpol, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique e às autoridades competentes chinesas, com o objectivo de localizar, deter e proceder à eventual extradição do condenado para Moçambique, onde deverá cumprir a pena aplicada.
Além deste processo, Jei Zhu é também arguido num outro caso criminal que continua a tramitar na Quinta Secção do Tribunal Judicial da Província de Sofala.
Apesar de se encontrar fora do país e considerado foragido pelas autoridades, o empresário esteve representado em todas as fases do processo pelos seus advogados.
