Governo proíbe uso de lenha de espécies nativas na cura do tabaco Virgínia

O Governo proibiu a utilização de lenha proveniente de árvores de espécies nativas no processo de cura do tabaco Virgínia, uma das culturas de rendimento com maior valor comercial no mercado internacional.

O anúncio foi feito este fim de semana, na cidade de Tete, pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante uma visita às instalações da empresa Mozambique Leaf Tobacco, dedicada ao processamento e comercialização desta cultura.

Na ocasião, o governante alertou que o uso indiscriminado de madeira de espécies nativas para a cura do tabaco contribui para o agravamento do desmatamento, colocando em risco ecossistemas essenciais para o equilíbrio ambiental e a conservação da biodiversidade.

Segundo Roberto Albino, citado pela Rádio Moçambique (RM), o Executivo está a incentivar produtores e empresas do sector a recorrerem a fontes alternativas de energia e à utilização de madeira proveniente de florestas plantadas, como forma de conciliar o crescimento económico com a proteção dos recursos naturais.

Durante a visita, o ministro sublinhou que a sustentabilidade da produção de tabaco depende da adoção de práticas ambientalmente responsáveis, capazes de reduzir a pressão sobre as florestas nativas sem comprometer a competitividade de um produto que continua a gerar receitas e divisas para o país.

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