A Península Coreana está a ser atingida por uma severa onda de calor, o que levou a comunicação social estatal da Coreia do Norte a promover antigas tradições alimentares como estratégia para ajudar a população a suportar as altas temperaturas.
Temperaturas Históricas e o Período “Sambok”
A televisão estatal norte-coreana reportou que a capital, Pyongyang, atingiu os 36,7 °C, estabelecendo uma das temperaturas mais elevadas alguma vez registadas na cidade. O fenómeno tem sido acompanhado por uma sucessão de noites tropicais.
Esta fase de calor extremo coincide com o período tradicionalmente conhecido como sambok. Na cultura coreana, esta época do ano está fortemente associada ao consumo de alimentos específicos que, de acordo com a crença popular, ajudam a fortificar e a revitalizar o organismo face ao desgaste provocado pelo clima quente.
O Menu Recomendado Pelo Estado
Para recuperar a energia durante os dias mais abrasadores, os meios de comunicação oficiais destacaram várias opções, com um foco particular numa iguaria controversa no Ocidente:
- Sopa de carne de cachorro (dangogi guk): Um prato com profundas raízes históricas na Coreia do Norte, tradicionalmente consumido com o objectivo de restabelecer a vitalidade.
- Outras opções de proteína: Caldo de galinha e pratos à base de peixe.
- Alternativas frescas e vegetais: Melancia, pepino e feijão-mungo.
Oportunidade Para Propaganda Política
Para além dos conselhos nutricionais, os veículos de comunicação estatais aproveitaram o pico de calor para fins de propaganda. O momento foi utilizado para enaltecer e reforçar a imagem de Kim Jong Un, retratando-o como um líder resiliente que se mantém ao lado do povo mesmo perante condições meteorológicas adversas. Para reforçar esta narrativa, a imprensa relembrou relatos anteriores das actividades do líder em pleno calor extremo, sublinhando o seu compromisso constante para com a nação.
