Uma história trágica e dolorosa chocou a comunidade de East London, na África do Sul, depois de Phumeza Pepeta, de 45 anos, mãe de dois filhos, ter sido morta a tiro durante o funeral do próprio pai.
Phumeza encontrava-se separada do marido, Xolani Mkayi, e, segundo familiares, a relação entre os dois já era marcada por problemas, incluindo alegações de perseguição e abusos. A família chegou a obter uma ordem de proteção contra Mkayi.
No dia da tragédia, Phumeza tinha ido ao funeral do pai, realizado no Cemitério de Matanzima, em KwaNobuhle, Uitenhage. Enquanto ajudava a mãe a entrar num carro, uma pessoa que usava uma peruca, saia, sapatos de salto alto, óculos de sol e uma máscara aproximou-se dela e efetuou disparos.
Segundo os relatos do caso, Phumeza foi atingida na cabeça/testa e no abdómen. Ela foi imediatamente levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer.
Depois dos disparos, os participantes do funeral conseguiram alcançar o atirador e imobilizá-lo. Durante a luta, a peruca que ele usava caiu, levando as pessoas presentes a perceberem que o indivíduo seria, alegadamente, Xolani Mkayi, marido separado de Phumeza.
A polícia chegou ao local e efetuou a detenção de Mkayi. Uma arma de fogo também foi recuperada pelas autoridades.
Inicialmente, Mkayi declarou-se inocente perante o tribunal. Ele enfrentou acusações que incluíam homicídio premeditado, bem como posse de arma de fogo sem licença e posse de munições sem autorização.
Durante o processo judicial, Mkayi afirmou posteriormente que estava ressentido por lhe ter sido negado o acesso à filha e alegou que essa situação teria contribuído para as suas ações.
Após o julgamento, Mkayi foi considerado culpado e condenado pelo Tribunal Superior de Gqeberha a uma pena efetiva de 25 anos de prisão pela morte de Phumeza.
O caso deixou familiares e pessoas próximas profundamente abalados, especialmente pelo facto de o crime ter ocorrido durante uma ocasião que deveria ser dedicada à despedida do pai de Phumeza.
