O Japão começou esta sexta-feira a comercializar o Telomelysin, apresentado como o primeiro tratamento de viroterapia destinado ao cancro do esófago. O medicamento utiliza um vírus geneticamente modificado em laboratório para atacar e infectar células cancerígenas, oferecendo uma nova alternativa às terapias convencionais.
O tratamento é produzido pela empresa japonesa Oncolys BioPharma e foi aprovado pelas autoridades japonesas em junho. Segundo a companhia, o medicamento destina-se a pacientes com cancro do esófago que não são candidatos a cirurgia com intenção curativa, quimioterapia ou radioterapia.
A empresa considera que o Telomelysin poderá representar uma nova opção terapêutica para estes doentes, ao lado dos tratamentos convencionais.
De acordo com informações divulgadas pela Oncolys BioPharma, o vírus utilizado no medicamento foi desenvolvido pelo investigador Toshiyoshi Fujiwara, da Universidade de Okayama.
“O conceito que mais valorizo na descoberta de fármacos é a criação de tratamentos indispensáveis para a prática médica”, afirmou Yasuo Urata, presidente da Oncolys BioPharma, acrescentando estar confiante de que o Telomelysin poderá tornar-se esse tipo de medicamento.
O produto está em desenvolvimento e produção desde 2004 e terá um custo estimado de aproximadamente 50 mil euros por paciente.
A viroterapia utiliza vírus modificados para atingir células tumorais, procurando explorar as características das células cancerígenas para provocar a sua destruição.
Apesar de ser apresentado como uma alternativa para determinados pacientes, a utilização do Telomelysin está indicada, segundo a fabricante, para casos específicos de cancro do esófago em que as opções convencionais não são adequadas.
Texto: Lusa
