Um estudo associado à Universidade de Bristol aponta que, nos próximos 250 milhões de anos, os continentes poderão voltar a unir-se, formando um novo supercontinente denominado Pangea Ultima.
De acordo com o estudo apresentado na fonte, a combinação de calor extremo, escassez de água e actividade vulcânica frequente poderá transformar grande parte do planeta num ambiente extremamente quente, seco e praticamente impossível de habitar.
Mesmo os seres humanos e outros mamíferos, conhecidos pela sua capacidade de adaptação, poderiam enfrentar condições particularmente hostis. As projecções mencionadas apontam para temperaturas que poderão atingir 70°C em algumas regiões.
O cenário seria provocado pela combinação de vários factores, incluindo o movimento das placas tectónicas, o aumento das concentrações de dióxido de carbono (CO₂) e o aumento gradual da intensidade da radiação solar. Segundo os especialistas citados, essa combinação representaria uma espécie de “triplo golpe” climático.
Algumas regiões podem enfrentar condições extremas já nas próximas décadas
Além da projecção para os próximos 250 milhões de anos, a fonte também apresenta estimativas atribuídas à NASA segundo as quais algumas regiões do Brasil e de outras partes do mundo poderão enfrentar condições de habitabilidade extremamente difíceis dentro de aproximadamente 50 anos, por volta de 2075.
O factor central apontado é a chamada temperatura de bulbo húmido, que combina a temperatura do ar com a humidade. Quando este índice atinge cerca de 35°C, a capacidade do corpo humano de eliminar calor através da transpiração fica severamente comprometida, aumentando o risco de desidratação rápida e colapso.
A previsão não significa que toda a Terra ficará inabitável. O risco, segundo o conteúdo apresentado, estará concentrado sobretudo em determinadas regiões que poderão enfrentar episódios cada vez mais extremos de calor e humidade.
Entre as áreas apontadas como mais vulneráveis estão partes do sul da Ásia, Golfo Pérsico, China e Sudeste Asiático, além de várias regiões brasileiras.
No Brasil, são mencionadas áreas do Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste como regiões que poderão enfrentar maior risco.
Por que isso acontece?
Temperatura de bulbo húmido
A temperatura de bulbo húmido é apresentada como um indicador que combina calor e humidade para avaliar os riscos associados à permanência humana em determinadas condições climáticas.
Quando o índice ultrapassa determinados níveis, a evaporação do suor deixa de ser suficientemente eficaz para arrefecer o organismo. Segundo a fonte, ao atingir 35°C, a capacidade humana de dissipar calor fica comprometida, podendo provocar desidratação rápida e, em situações extremas, colapso.
Aquecimento global
O aquecimento global é apontado como um dos factores responsáveis pela intensificação das condições de calor extremo e elevada humidade.
A elevação das temperaturas pode aumentar a frequência e a intensidade de episódios de calor extremo, contribuindo também para o aumento das mortes relacionadas com o calor, segundo o conteúdo apresentado.
Quais regiões poderão ser mais afectadas?
Brasil: o conteúdo atribuído à NASA apresenta o Brasil entre os países vulneráveis, destacando possíveis riscos para áreas das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sudeste.
Sul da Ásia: algumas zonas poderão enfrentar condições particularmente severas de calor e humidade.
Golfo Pérsico: a região é igualmente apontada entre as áreas de maior risco.
China: determinadas partes do país poderão ser afectadas pelas condições extremas previstas.
Sudeste Asiático: também aparece entre as regiões consideradas vulneráveis.
Qual é o cronograma?
Segundo a fonte, as próximas cinco décadas poderão ser marcadas pelo agravamento das condições climáticas em algumas regiões do planeta.
A estimativa apresentada aponta para a possibilidade de determinadas áreas atingirem níveis de temperatura de bulbo húmido próximos ou superiores ao limite considerado crítico para a permanência humana prolongada.
O conteúdo também destaca que algumas dessas condições poderão surgir mais rapidamente do que indicavam estudos mais antigos.
Já a formação da Pangea Ultima é projectada para ocorrer num período muito mais distante, dentro de aproximadamente 250 milhões de anos.
Qual seria a solução?
A principal resposta apontada no conteúdo é a acção climática, sobretudo através da redução das emissões de gases de efeito estufa.
A fonte defende a necessidade de limitar o aquecimento global a bem abaixo de 2°C, em linha com o objectivo estabelecido pelo Acordo de Paris.
Também é citado o antigo vice-presidente dos Estados Unidos e activista climático Al Gore, que defende a redução de 50% das emissões e o aumento dos investimentos em energias renováveis.
O conjunto dessas projecções mostra diferentes escalas de risco: enquanto algumas regiões poderão enfrentar condições climáticas perigosas nas próximas décadas, a transformação geológica associada à formação da Pangea Ultima está projectada para centenas de milhões de anos no futuro.
A ciência, segundo a fonte, lembra que as condições de habitabilidade da Terra podem mudar ao longo do tempo, enquanto o estudo desses cenários procura compreender os possíveis desafios que o planeta poderá enfrentar.
Nota: As previsões e atribuições à Universidade de Bristol e à NASA foram mantidas conforme o material fornecido e não foram verificadas independentemente nesta reescrita.
