Egito condena apresentadora de televisão e o irmão à morte por tráfico de droga
Um tribunal penal do Egito condenou, este sábado, à pena de morte a apresentadora e produtora de televisão Sarah Jalifa e o seu irmão, Mohamed Jalifa, por alegadamente liderarem uma organização criminosa dedicada à obtenção, produção e comercialização de estupefacientes.
De acordo com a decisão do Tribunal Penal do Cairo, os dois irmãos foram considerados responsáveis por “fundarem e dirigirem” um grupo criminoso especializado na obtenção e fabrico de drogas destinadas ao tráfico.
Além da condenação à morte, Sarah e Mohamed Jalifa foram condenados por posse ilegal de armas e munições e receberam ainda uma multa de 500 mil libras egípcias, equivalente a cerca de 8.450 euros.
No mesmo processo, nove outros arguidos foram condenados a prisão perpétua, correspondente a 25 anos, enquanto sete pessoas foram absolvidas.
Irmãos tinham papel central na organização
Segundo o acórdão, as investigações identificaram Sarah e Mohamed Jalifa como tendo um papel “líder e central” na administração da organização criminosa.
O tribunal explicou que as autoridades de segurança acompanharam os planos atribuídos aos dois irmãos e descobriram que estes traziam do estrangeiro matérias-primas químicas utilizadas na produção de drogas.
Ainda segundo a investigação, os irmãos terão transformado um edifício residencial num laboratório clandestino, onde as substâncias eram fabricadas e preparadas antes de serem colocadas no mercado para gerar lucros para o grupo.
Provas apresentadas no julgamento
Para fundamentar a decisão, o tribunal afirmou ter considerado as provas apresentadas como “irrefutáveis”.
Entre os elementos utilizados no processo estão os testemunhos de 20 pessoas, além de gravações e vídeos que, segundo a acusação, documentavam a coordenação directa entre os dois irmãos e os restantes membros da organização.
O processo terá inicialmente abrangido 28 arguidos.
Durante as investigações, as autoridades apreenderam mais de 750 quilogramas de drogas sintéticas, além de materiais utilizados no seu fabrico.
Pena de morte ainda pode ser contestada
Apesar de o tribunal ter determinado que Sarah e Mohamed Jalifa sejam executados por enforcamento, a decisão ainda é passível de recurso, pelo que a condenação não representa necessariamente o fim do processo judicial.
A sentença surge na sequência de uma investigação relacionada com uma alegada rede dedicada à produção e ao tráfico de drogas sintéticas no Egito.










Texto baseado em informações da Lusa.
