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Moçambicano suspeito de rapto é morto no Malawi durante operação para resgatar cidadã britânica

O moçambicano Marcolino Munguambe, de 43 anos, residente em vida no bairro de Muhalaze, cidade da Matola, foi morto na última quinta-feira, 17 de Setembro, em Blantyre, Malawi, durante uma operação policial destinada ao resgate da cidadã britânica Nusrat Osman, que estava sequestrada há cerca de uma semana.

Durante a mesma operação, foi igualmente morto um cidadão malawiano identificado como Limbani Anthony, de 44 anos, natural de Mangochi, junto à província moçambicana do Niassa. A informação foi confirmada pelo Comandante-Geral da Polícia do Malawi, Richard Luhanga.

Segundo as autoridades, os dois suspeitos de rapto morreram durante uma intensa troca de tiros com a polícia, em Mpemba, nas proximidades de Chadzunda, em Blantyre, durante a operação de resgate realizada na quinta-feira.

Nusrat Osman, de 47 anos, tinha sido sequestrada por homens armados com espingardas AK-47 e uma pistola, em frente à sua residência, no bairro de Mount Pleasant, em Blantyre. O rapto desencadeou uma grande operação de busca em todo o Malawi, acompanhada de uma recompensa significativa por informações que permitissem localizar a vítima e garantir o seu regresso em segurança.

A identificação dos dois suspeitos mortos aconteceu pouco depois de a Polícia do Malawi ter corrigido a informação inicialmente divulgada sobre a operação. A corporação havia indicado inicialmente que quatro atiradores tinham morrido no confronto, mas posteriormente esclareceu que apenas dois suspeitos foram mortos durante o tiroteio.

O vice-comandante-geral das operações da polícia, Noel Kayira, que liderou a missão de resgate, permanece hospitalizado, em recuperação dos ferimentos provocados por balas durante a operação.

Nusrat Osman, mãe de dois filhos e natural de Leicester, no Reino Unido, foi encontrada em segurança, encerrando uma operação de busca que mobilizou as autoridades malawianas e deixou a família “traumatizada” depois de vários dias sem notícias sobre o seu paradeiro.

Auditora de profissão, Osman mudou-se para o Malawi com o marido, Nazil, depois de este ter aberto um negócio no país.

O sequestro ocorreu por volta das 12h30 de sexta-feira, 11 de Setembro, pouco depois de Osman deixar os seus dois filhos pequenos na escola. Segundo o relato, quatro homens arrastaram-na para dentro de um Nissan Dualis de cor cinzenta.

O rapto desencadeou uma operação policial de grande dimensão em todo o país. As autoridades chegaram a oferecer uma recompensa de 30 milhões de kwachas malawianos, equivalente a cerca de 12.800 libras, por informações que conduzissem ao resgate da cidadã britânica e à responsabilização dos envolvidos no crime.

Fonte: Carta de Moçambique

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