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Jaime Gouveia defende Ordem dos Arquitectos mais forte e próxima do cidadão

O Presidente da Assembleia Geral da Ordem dos Arquitectos de Moçambique, Jaime Gouveia, defende uma instituição mais robusta, pautada pela ética, rigor e disciplina, e comprometida com o desenvolvimento do país. O dirigente promete colocar o conhecimento técnico dos arquitectos ao serviço do Estado e dos cidadãos, com particular enfoque nas áreas da habitação, ordenamento do território e desenvolvimento urbano.

O recém-empossado Presidente da Assembleia Geral da Ordem dos Arquitectos de Moçambique, Jaime Gouveia, apontou o trabalho como principal palavra de ordem do novo mandato, defendendo o fortalecimento da instituição e uma maior aproximação ao cidadão e ao Estado.

Falando ontem, após a cerimónia de tomada de posse do novo elenco directivo da Ordem, Gouveia afirmou que a nova equipa assume o compromisso de trabalhar para consolidar uma agremiação mais forte, capaz de responder aos desafios do exercício da arquitectura e de contribuir para o desenvolvimento nacional.

“Trabalhar, trabalhar mais” é, segundo o dirigente, a orientação que deverá nortear a actuação da instituição durante o mandato, tendo como princípios fundamentais a ética, o rigor e a disciplina.

Jaime Gouveia sublinhou igualmente a importância de valorizar o conhecimento técnico dos arquitectos, considerando que este constitui um instrumento fundamental para responder aos desafios que Moçambique enfrenta, sobretudo no domínio do território, da habitação e do desenvolvimento em geral.

Ordem disponível para apoiar o Governo

No quadro das perspectivas de colaboração com os órgãos de soberania, o responsável afirmou que a Ordem dos Arquitectos de Moçambique pretende colocar as suas competências técnicas à disposição do Presidente da República e do Governo, contribuindo para a definição e implementação de soluções que promovam melhores condições de vida para a população.

Segundo explicou, a instituição está preparada para participar nos assuntos relacionados com o ordenamento do território, a habitação e o desenvolvimento nacional, disponibilizando o conhecimento e a experiência dos seus membros em função das necessidades do país.

“Tem que contar com esta agremiação para aqueles assuntos relacionados com o território, com a habitação e com o desenvolvimento em geral. Vamos dar 100% do nosso saber para apoiar o Presidente e o Governo naquilo que for possível fazer, nas condições que temos, mas sempre pautados pela melhoria das condições de vida do cidadão”, declarou.

A posição, segundo Gouveia, traduz a intenção de reforçar o papel da Ordem enquanto instituição profissional capaz de contribuir para a reflexão e a procura de soluções para os desafios urbanísticos e territoriais de Moçambique.

Arquitectura moçambicana desafiada a deixar legado

Por ocasião dos 51 anos da Independência Nacional, Jaime Gouveia defendeu a necessidade de consolidar uma nova geração de arquitectos capaz de marcar a diferença no desenvolvimento das cidades e de deixar um legado para as gerações futuras.

O dirigente destacou o crescimento da população e a evolução da formação em Arquitectura no país, recordando que a Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane assinalou recentemente 40 anos de existência.

Apesar dos avanços registados na formação de profissionais, considerou que o número de arquitectos ainda não é suficiente para responder a todas as necessidades do país, defendendo a continuidade dos esforços para formar e valorizar quadros nacionais.

“Queremos que, destes 51 anos da Independência para a frente, tenhamos uma geração que faça alguma diferença e deixemos algum legado para as gerações vindouras”, afirmou.

Para Jaime Gouveia, o futuro da arquitectura moçambicana passa pelo reforço das competências profissionais e pela participação activa dos arquitectos na construção de soluções que respondam aos desafios do crescimento urbano, da habitação e do ordenamento do território.

A tomada de posse do novo elenco directivo da Ordem dos Arquitectos de Moçambique marca, assim, o início de um mandato orientado para o fortalecimento institucional, a valorização da profissão e o aprofundamento da colaboração com o Estado, tendo em vista um desenvolvimento que coloque o cidadão no centro das prioridades.

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