Uma mensagem de conteúdo alarmante está a circular através de telemóveis e grupos de WhatsApp, espalhando medo e preocupação em várias províncias de Moçambique. O texto alerta para a suposta aparição de uma criança que chora durante a noite e afirma que qualquer pessoa que saia de casa para descobrir a origem do choro poderá morrer imediatamente.
A mensagem apresenta ainda alegações de que 15 pessoas já teriam perdido a vida no bairro de Macuti e que a suposta criança estaria agora na cidade de Montepuez, na província de Cabo Delgado. Entretanto, o conteúdo não apresenta provas nem qualquer confirmação oficial que sustente as informações divulgadas.
O episódio volta a chamar a atenção para a propagação de desinformação no país, sobretudo através das redes sociais e de plataformas de comunicação, onde mensagens alarmistas são frequentemente partilhadas sem a devida verificação.
Ao longo deste ano, Cabo Delgado foi igualmente marcado por outros rumores preocupantes, entre os quais alegações de desaparecimento do pénis através de simples contacto físico, fenómeno associado ao chamado Síndrome de Koro. Também circularam mensagens que aconselhavam a população a retirar as redes mosquiteiras das residências, devido a uma suposta ameaça durante a noite.
Estas situações contribuíram para alimentar o medo, a desconfiança e, em determinados casos, episódios de violência contra pessoas inocentes.
Agora, uma nova história envolvendo uma suposta criança que chora durante a noite volta a levantar dúvidas sobre a veracidade das mensagens que circulam nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, com o seu conteúdo a provocar inquietação para além de Cabo Delgado.
Perante este cenário, importa questionar quem está a confirmar estas informações e que provas existem para sustentar afirmações tão graves, principalmente quando envolvem alegadas mortes e ameaças à segurança da população.
A população deve manter-se vigilante, mas sem se deixar dominar pelo medo provocado por mensagens sem fundamento. Antes de acreditar ou divulgar qualquer alerta, é fundamental procurar fontes de informação credíveis e confirmar os factos junto das autoridades competentes.
A divulgação irresponsável de informações não verificadas pode gerar pânico, alimentar a desconfiança e colocar pessoas inocentes em perigo.
A recomendação é clara: não contribuir para a propagação de rumores que podem prejudicar as comunidades.

Não partilhe o medo. Partilhe informação verificada!
