Agente da UIR é suspeito de matar a própria mãe por alegadas acusações de feitiçaria em Chimoio
Um agente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), de 32 anos, é suspeito de ter assassinado a própria mãe, de 63 anos, na sequência de alegadas acusações de feitiçaria. O crime ocorreu no bairro Vila Nova, conhecido por Tambara 2, na cidade de Chimoio, província de Manica.
O homicídio aconteceu na segunda-feira, 6 de julho de 2026, por volta das 18h00. De acordo com familiares, o suspeito terá aproveitado uma interrupção no fornecimento de energia elétrica para atacar a mãe quando esta se encontrava na casa de banho.
Segundo Antónia Eusébio, filha da vítima e irmã do suspeito, o homem terá começado por arrumar as suas roupas numa mochila e, em seguida, armado com uma enxada, desferiu vários golpes na cabeça da mãe, provocando-lhe ferimentos graves. A vítima foi socorrida e transportada para o Hospital Provincial de Chimoio, mas acabou por não resistir aos ferimentos.
A familiar contou ainda que a relação entre a mãe e o filho era marcada por frequentes conflitos. Segundo o seu relato, o suspeito acusava a progenitora de praticar feitiçaria e fazia constantes ameaças de morte.
“A minha vida não está a correr bem, e a culpada é você, mamã. Um dia vou matar-te”, dizia frequentemente o suspeito, de acordo com a irmã.
Antónia Eusébio afirmou também que esta não teria sido a primeira tentativa de agressão contra a mãe. Em ocasiões anteriores, o suspeito terá alegadamente tentado incendiar a residência da vítima, acreditando que ela se encontrava no interior. No entanto, a mulher escapou porque não estava em casa naquele momento.
A irmã acrescentou ainda que o homem terá tentado vender a casa da mãe após sucessivas ameaças, mas não conseguiu concretizar o negócio.
Segundo a familiar, o comportamento do suspeito é incompreensível, tendo em conta que ele é o único membro da família com emprego estável e encontrava-se afeto à missão de combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
Entretanto, a Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Manica, confirmou o registo do caso, classificando-o como homicídio agravado, alegadamente praticado por um membro da corporação.
O porta-voz da PRM em Manica, Domingos Mardez, lamentou o sucedido e sublinhou que a conduta do suspeito não representa os princípios da instituição. Acrescentou que decorrem diligências para localizar, neutralizar e responsabilizar criminalmente o presumível autor do crime, que continua em fuga.
As autoridades prosseguem com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.
Fonte: Rádio Comunitária GESOM
