Escândalo na Universidade Save: Estudantes Obrigados a Pagar Assistência Médica como Condição para Inscrição no Segundo Semestre

Estudantes Denunciam Cobrança Obrigatória de Assistência Médica na Universidade Save

O ambiente é de forte tensão entre estudantes e a direção da Universidade Save (UNISAVE), nas delegações de Chongoene (sede), na província de Gaza, Maxixe e Massinga, em Inhambane.

Numa carta de denúncia, estudantes do ensino à distância manifestam indignação com aquilo que classificam como uma cobrança indevida por parte da instituição de ensino superior.

Segundo os denunciantes, a UNISAVE está a exigir o pagamento obrigatório de valores entre 300 e 720 meticais referentes ao plano de assistência médica como condição para a inscrição no segundo semestre.

Os estudantes afirmam que quem não efetuar o pagamento não consegue concluir a inscrição, situação que consideram injusta, alegando que a adesão ao plano de saúde não deveria ser obrigatória.

De acordo com os estudantes, o projeto Clínica UNISAVE, firmado no ano passado em parceria com a Polana Clínica, estabelece no ponto 1.8 que a adesão ao plano de assistência médica é voluntária para estudantes, docentes e membros do corpo técnico-administrativo.

Apesar disso, denunciam que a direção da universidade está a proceder à cobrança compulsiva não apenas dos estudantes, mas também dos docentes, que são obrigados a pagar 7.500 meticais para o mesmo plano de assistência médica.

Os docentes alegam ainda que esta é a segunda cobrança consecutiva para os mesmos serviços, uma vez que já contribuem para assistência médica através dos descontos efetuados nos seus salários pelo Estado.

Recentemente, estudantes reuniram-se com os diretores das faculdades para solicitar esclarecimentos sobre a cobrança obrigatória da taxa de assistência médica como requisito para a inscrição no segundo semestre.

Segundo os denunciantes, durante o encontro os diretores reconheceram que houve um erro, mas orientaram os estudantes a efetuarem o pagamento para evitar multas, assegurando que a situação seria esclarecida posteriormente.

Os responsáveis também terão pedido aos estudantes que não levassem o assunto aos órgãos de comunicação social, afirmando que “roupa suja lava-se em casa”.

Entretanto, os estudantes apelam à intervenção das autoridades competentes para travar aquilo que consideram uma violação do regulamento da instituição e uma cobrança sem fundamentação legal.

O projeto Clínica UNISAVE será implementado com investimento da Polana Clínica e prevê a construção de três unidades sanitárias: dois centros de saúde, um na sede da universidade, em Chongoene, província de Gaza, e outro na delegação de Massinga, em Inhambane. Na cidade da Maxixe está prevista a construção de um posto de saúde.

Contactada sobre o assunto, uma fonte da UNISAVE, na sede de Chongoene, afirmou que o projeto Clínica UNISAVE vai avançar e que as cobranças em curso junto da comunidade universitária resultam de um mal-entendido. VEJA A DENÚNCIA EM BAIXO:

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