O Presidente do Conselho Municipal de Chimoio, organismo encarregue de administrar a morgue local, apresentou um pedido de desculpas aos familiares de uma mulher cujo corpo foi descoberto a faltar-lhe uma das orelhas. O edil assegurou que o incidente está a ser alvo de averiguações por parte das autoridades competentes, submetendo a responsabilização os eventuais culpados pelo ato.
Declarações do Edil e Pistas sobre os Autores
Ao debruçar-se sobre a ocorrência, o autarca qualificou a situação como grave e manifestou profundo pesar para com a família enlutada.
“Muito humildemente, pedi desculpa à família pelo ocorrido. Vamos apurar realmente o que aconteceu e, se houver algum responsável, será punido”, declarou, acrescentando que o autor da mutilação poderá ser tanto um colaborador do município, um técnico hospitalar como um indivíduo alheio a ambas as entidades.
O edil descartou a hipótese de o sucedido estar associado a uma rede de tráfico de órgãos, sustentando que, com base nos dados obtidos, nenhuma outra estrutura do corpo da falecida foi extraída.
Reforço de Segurança e Análise Pericial
Como resposta imediata ao sucedido, a autarquia de Chimoio comunicou o endurecimento dos mecanismos de fiscalização na Casa Mortuária. A estratégia passa por estabelecer uma articulação com o hospital para assegurar que a receção de corpos ocorra, preferencialmente, durante o dia. Caso os óbitos se verifiquem no período noturno, serão fixados horários e trâmites estritos para a admissão, assegurando permanentemente a presença de um funcionario encarregue.
Em simultâneo, a unidade de Medicina Legal dedicou-se, na manhã de segunda-feira, a examinar os cortes identificados no corpo, procurando apurar a sua proveniência e esclarecer se os danos foram provocados por ação humana ou por animais roedores.
As autoridades mantêm-se a aguardar as conclusões periciais e investigativas para fixar com exatidão os contornos da remoção da orelha e imputar as devidas responsabilidades.
