Homem Sobrevive Após Ficar “Morto” por 28 Minutos na sequência de Descarga Elétrica e Partilha Visão do Além
Por La Nacion — Buenos Aires | 11/04/2025 04h00
O norte-americano Dannion Brinkley relata ter permanecido clinicamente morto durante um intervalo de 28 minutos depois de ter sido alcançado por um raio no ano de 1975. O empresário descreve a vivência como uma experiência “reveladora”, afirmando ter tido acesso ao que existe “depois da vida”. O episódio, classificado como uma experiência de quase-morte (EQM), ocorreu no momento em que a descarga atmosférica atravessou a sua cabeça e coluna, fazendo com que o coração parasse.
O Incidente e o Despertar no Necrotério
O americano causou surpresa na equipa médica ao reaver os sinais vitais de forma inesperada no interior do necrotério. A partir dessa vivência, passou a relatar o sucedido através de obras literárias e palestras, sustentando a tese de que a consciência persiste após o falecimento.
Na altura dos factos, Brinkley relatou ter sentido uma dor aguda antes de ter a impressão de abandonar o próprio corpo. Afirmou ter observado os clínicos a tentarem manobras de reanimação e, posteriormente, a abandonarem as tentativas. Sem pulsação, foi transferido para o necrotério, onde permaneceu durante 28 minutos antes de despertar de forma súbita, surpreendendo todos os presentes.
O regresso à atividade física não ocorreu de forma célere nem simples. O empresário refere que ficou inteiramente imobilizado durante seis dias, demorou sete meses a recuperar por completo a mobilidade e precisou de dois anos para conseguir caminhar novamente.
“Eu jamais teria sobrevivido se não tivesse passado pelo que hoje chamam de experiência de quase-morte clássica”, declarou em entrevista à estação televisiva norte-americana CBS.
Sensações, Outros Incidentes e Conclusões
Para além de relatar ter avistado o próprio corpo sem vida, descreveu uma sensação de paz ao “caminhar em direção à luz”, um testemunho recorrente em casos de EQM. Conforme explicou, o sentimento predominante não foi o de pavor, mas sim de acolhimento.
Anos mais tarde, decor Sidos três anos após o primeiro acidente, foi atingido por um segundo raio, embora sem nova EQM. Em 1984, no decorrer de uma intervenção cirúrgica cardíaca, garantiu ter regressado ao “outro lado”, situação que se repetiu anos mais tarde durante uma cirurgia ao cérebro.
Brinkley defende que tais episódios constituem indícios de que a existência prossegue para além da morte e que a compreensão deste fenómeno tem o potencial de alterar a perspetiva com que se vive.
