A cidade de Chimoio, na província de Manica, foi palco de um dos momentos de maior reflexão interna da Frelimo nos últimos tempos. Durante três dias, a XI Conferência Nacional de Quadros reuniu dirigentes, quadros e representantes do partido para analisar os desafios políticos, organizacionais e sociais que marcam a actualidade moçambicana.
No balanço do encontro, o Primeiro Secretário da Frelimo em Manica, Tomás Chitlhango, destacou a importância dos debates realizados, sublinhando que o partido deve continuar num processo permanente de renovação para responder às expectativas da população.
Para o dirigente, a história e a longevidade da Frelimo exigem capacidade de adaptação e abertura para reformas internas. “O nosso partido, de certa forma, pelos seus 50 anos de vida, precisa de ser renovado e de reformas para conseguir corresponder àquilo que são as expectativas dos moçambicanos”, afirmou.

Chitlhango defendeu que a renovação deve estar ligada à aproximação com as comunidades e à capacidade de interpretar as principais preocupações dos cidadãos. Segundo explicou, sendo um partido que se identifica como estando ligado ao povo, a Frelimo deve manter como prioridade a procura de soluções para os problemas que afectam os moçambicanos.
O dirigente provincial descreveu o ambiente vivido durante a conferência como marcado por “uma energia positiva” e por um sentimento de esperança, considerando que os debates abriram espaço para uma nova fase de reflexão sobre o futuro do país e o papel do partido na governação.
Manica: uma província anfitriã com ganhos políticos
Para a província de Manica, a realização da XI Conferência Nacional de Quadros em Chimoio representa um momento de grande significado político e histórico. Tomás Chitlhango afirmou que o evento constitui uma marca importante para a província e um reconhecimento do seu papel dentro da estrutura partidária.
“É uma história definitiva. Estamos felizes e agradecidos. Trabalhámos, o partido confiou em nós e o nosso Presidente confiou em nós. Como província, saímos a ganhar; a Frelimo saiu a ganhar e mais renovada”, declarou.
A conferência deixa, assim, um legado de debate interno e reafirmação da necessidade de modernização das estruturas partidárias. Para os dirigentes da Frelimo em Manica, o encontro de Chimoio ficará registado como um momento de renovação e de preparação para os próximos desafios políticos do país.
A XI Conferência Nacional de Quadros passa a integrar a memória política da província de Manica, que acolheu o evento com a expectativa de contribuir para a construção de uma organização partidária mais próxima dos cidadãos e alinhada com as novas exigências da sociedade moçambicana.
