A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) anunciou que pretende avançar judicialmente contra Joaquim de Sousa Todo Júnior, conhecido por Quinito Júnior, na sequência de declarações feitas pelo antigo dirigente num vídeo divulgado nas redes sociais.
Segundo a FMF, as declarações em causa contêm alegadas acusações de carácter calunioso e difamatório dirigidas ao presidente da instituição, Feizal Sidat, a membros da Direcção Executiva e a colaboradores da Federação.
Entre as declarações contestadas pela FMF estão alegações de que a instituição recorreria a “métodos ardis” no processo de licenciamento dos clubes, com o objectivo de interferir ou viciar o futebol moçambicano.
A Federação rejeita essas acusações e considera-as falsas. A instituição esclarece que o processo de licenciamento dos clubes é conduzido de forma autónoma pelo Órgão de Primeira Instância (OPI) e pelo Órgão de Apelo (OA), em coordenação com a Confederação Africana de Futebol (CAF).
De acordo com a FMF, a Direcção Executiva não interfere nas decisões tomadas pelos órgãos responsáveis pelo processo de licenciamento.
FMF prepara acção judicial
Perante as declarações atribuídas a Quinito Júnior, a Federação afirma ter iniciado os procedimentos legais necessários para avançar com uma acção judicial contra o antigo dirigente.
A intenção, segundo a FMF, é procurar a responsabilização de Quinito Júnior pelos alegados crimes de calúnia e difamação, além de exigir a reparação pelos supostos danos morais e de imagem que, segundo a instituição, terão sido causados à Federação, aos seus dirigentes e colaboradores.
A iniciativa ocorre num contexto de críticas públicas à gestão do futebol moçambicano. Reportagens publicadas nesta quarta-feira também registaram declarações públicas de Quinito Júnior dirigidas à FMF e ao seu presidente.
A FMF é actualmente presidida por Feizal Ismael Sidat, cujo mandato indicado pela própria instituição é de 2023 a 2027.
