Ray Kurzweil prevê que humanidade poderá começar a superar efeitos do envelhecimento a partir de 2030
O futurista Ray Kurzweil acredita que a humanidade poderá começar a superar alguns dos efeitos do envelhecimento por volta de 2030. A previsão, no entanto, não significa que as pessoas se tornarão literalmente imortais, mas sim que os avanços da medicina poderão permitir prolongar a vida a um ritmo cada vez maior.
Kurzweil, que foi investigador de inteligência artificial no Google, tornou-se conhecido pelas suas previsões sobre o desenvolvimento tecnológico. Ao longo dos anos, apresentou mais de 140 previsões públicas sobre tecnologia.
Segundo uma revisão realizada pelo próprio futurista, 86% de 147 previsões analisadas teriam-se concretizado ou estariam essencialmente correctas. Em reconhecimento pelo seu trabalho na área da computação, Kurzweil recebeu, em 1999, a Medalha Nacional de Tecnologia.
A teoria da “velocidade de escape da longevidade”
No seu livro “A Singularidade Está Próxima”, Kurzweil apresentou o conceito de “velocidade de escape da longevidade”.
A hipótese defendida pelo futurista é que os avanços médicos poderão chegar a um ponto em que a ciência consiga acrescentar mais de um ano à expectativa de vida restante de uma pessoa para cada ano que ela envelhece.
Na prática, isso significaria que o desenvolvimento de novas tecnologias médicas poderia acompanhar ou até ultrapassar o ritmo do envelhecimento humano.
Nanobôs poderiam ajudar a combater doenças
Entre as tecnologias apontadas por Kurzweil estão os nanobôs, máquinas microscópicas que, num possível futuro, poderiam circular dentro do organismo humano.
Segundo a visão apresentada pelo futurista, esses dispositivos poderiam ser utilizados para monitorizar problemas de saúde, reparar danos no organismo e ajudar no combate a doenças.
A ideia faz parte de uma visão mais ampla de como a tecnologia poderá transformar a medicina e aumentar progressivamente a longevidade humana.
Previsões tecnológicas que se aproximaram da realidade
Kurzweil também ganhou notoriedade por algumas previsões que posteriormente se aproximaram dos acontecimentos reais.
Em 1990, por exemplo, afirmou que um computador conseguiria derrotar o campeão mundial de xadrez antes do final daquela década. Em 1997, o computador Deep Blue, da IBM, derrotou o campeão mundial Garry Kasparov.
O futurista também antecipou a expansão de tecnologias como os computadores portáteis, a comunicação sem fio e as interfaces de voz.
Inteligência artificial e integração entre humanos e máquinas
Kurzweil prevê ainda que a inteligência artificial poderá atingir níveis comparáveis aos humanos por volta de 2029.
Para 2045, o futurista projecta um cenário em que humanos e máquinas poderão estar profundamente integrados, dando continuidade à transformação tecnológica prevista para as próximas décadas.
Apesar dessas previsões, a proposta de Kurzweil não significa que a imortalidade esteja garantida.
A ideia central é que, no futuro, o envelhecimento possa deixar de ser encarado apenas como um processo inevitável e passe a ser um fenómeno que a tecnologia e a medicina consigam combater de forma cada vez mais eficaz.
