Na zona tampão da Reserva Especial do Niassa
Quase um mês após o ataque de insurgentes à zona tampão da Reserva Especial do Niassa, três dos 11 cidadãos que terão sido raptados durante a incursão em Marangira foram libertados. Entretanto, sete crianças continuam em poder dos insurgentes, segundo informações obtidas pelo Moçambique Bio junto de uma fonte considerada segura.
Entre os três cidadãos libertados estão dois estrangeiros e um moçambicano. A libertação aconteceu algumas semanas depois do ataque de 3 de Setembro, durante o qual os insurgentes terão levado moradores da região.
De acordo com a mesma fonte, existe a possibilidade de os familiares dos três cidadãos libertados terem efectuado pagamentos aos insurgentes para assegurar a sua libertação. No entanto, esta informação ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades, não sendo igualmente conhecido o eventual valor que terá sido pago.
A situação das sete crianças que permanecem em cativeiro é apontada como particularmente preocupante. Segundo a fonte, os menores estarão a ser submetidos a treino e preparação para integrar as fileiras do grupo insurgente. Esta alegação, contudo, ainda carece de confirmação independente.
O ataque ocorrido em Marangira, a 3 de Setembro, provocou mortes, destruição de infraestruturas e a deslocação de milhares de pessoas.
A situação continua a gerar preocupação, sobretudo devido à permanência das sete crianças nas mãos dos insurgentes.
