O músico moçambicano Stewart Sukuma usou as redes sociais, nesta quarta-feira (13), para lançar um forte apelo contra a exploração e a sexualização precoce de crianças, chamando atenção para o papel fundamental das famílias e da sociedade na sua proteção.
A manifestação do artista surge após a denúncia de um caso de violação de uma menina por quatro jovens — situação que, segundo ele, representa apenas “a ponta do icebergue” de um problema mais profundo e alarmante.
Sukuma destacou que a família é a base essencial da educação, mas que, quando essa estrutura falha, a escola sozinha não consegue reparar o dano. Ele criticou duramente lares onde, em vez de proteger, há quem estimule comportamentos sexualizados em crianças, motivados por interesses financeiros, busca de fama ou status nas redes sociais. “Isso não é modernidade, é crime, abuso e tragédia”, reforçou.
O músico também fez questão de lembrar que “atrevimento não é consentimento” e que, mesmo quando adolescentes apresentam atitudes mais ousadas, isso não justifica abuso, violência sexual ou homicídio. Para ele, cabe aos adultos orientar e proteger, e quando os pais incentivam esse tipo de comportamento, estão a agir como cúmplices, cometendo crime agravado.
Sukuma rejeitou justificativas comuns como “ela provocou”, “ela quis” ou “os pais sabiam”, argumentando que tais afirmações normalizam e perpetuam o abuso.
Entre as ações que considera urgentes para enfrentar o problema, o músico propõe:
- Ensinar respeito, empatia e consentimento desde a infância;
- Acabar com a sexualização precoce de crianças;
- Oferecer apoio real às vítimas e punir agressores e cúmplices;
- Boicotar redes sociais que promovam conteúdos suspeitos.
“Proteger as nossas crianças é proteger o futuro. É preciso denunciar, educar e agir”, concluiu o artista.
