“De que serve uma mulher no poder com sangue nas mãos?” – zimbabuana desafia Samia Suluhu

Uma publicação contundente da ativista zimbabuana Linda Masarira gerou uma tempestade nas redes sociais. No texto, ela recusa-se a celebrar a liderança feminina de Samia Suluhu Hassan, presidente da Tanzânia, diante dos relatos de violência e repressão política no país.

“Não vou aplaudir mulheres líderes enquanto homens, mulheres e crianças jazem mortos nas ruas”, escreveu Masarira, numa mensagem que viralizou e dividiu opiniões.

A ativista acusou Suluhu de promover uma “adoração vazia ao simbolismo” e questionou: “De que serve uma presidente mulher se suas mãos estão manchadas com o sangue do seu povo?”.

A publicação surgiu após as eleições contestadas na Tanzânia, marcadas por mortes, prisões em massa e censura. Fotos e vídeos divulgados online mostram forças de segurança reprimindo manifestações com violência letal.

Masarira também compartilhou um texto intitulado “Minha irmã, Presidente Samia Suluhu, você está traindo os sonhos das mulheres africanas”, no qual defende que liderança verdadeira vai além do gênero, e critica feministas que “celebram mulheres no poder enquanto ignoram as vítimas da opressão”.

“Liderança não é um gênero, é um pacto com a vida”, afirmou.

A postagem provocou reações intensas: enquanto uns aplaudiram sua coragem, outros a acusaram de “trair a causa feminina”.

Para muitos, a mensagem de Masarira tornou-se um grito de resistência contra o autoritarismo e uma reflexão sobre o verdadeiro significado do empoderamento feminino em África.

Fonte: Gotta News (3 de novembro de 2025)

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2 thoughts on ““De que serve uma mulher no poder com sangue nas mãos?” – zimbabuana desafia Samia Suluhu

  1. O Estadista Moçambicano não deveria deixar uma agenda de trabalho para ir ver o massacre de Suluhu ,percebesse que o chefe do estado Moçambique não sério e não é humanista, O que aconteceu na Tanzânia ele não deveria pôr os pés lá ,como tinha arroz na mesa por isso se dirigiu lá…este nosso governo não olha maioria mas amenoria,,não sente o que o povo lamenta e vai aplaudir uma assassina na Tanzânia.

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