Influenciador de Lichinga se defende: “Nunca explorei os jovens da dança Kadoda”

Lichinga, Niassa – Celso Américo Banquione, influenciador digital e divulgador da dança Kadoda em nível nacional e internacional, emitiu uma nota pública nesta semana para esclarecer informações que circulam nas redes sociais envolvendo sua atuação como agenciador dos jovens talentos Parte Pedra e Amuenhe.

Banquione afirma que não é pai dos meninos e que sua função sempre se limitou ao agenciamento profissional. Segundo ele, o trabalho com os artistas sempre foi feito de forma transparente: os jovens participam de apresentações, recebem o valor combinado, e os pagamentos são divididos conforme acordos previamente estabelecidos.

“Nunca houve exploração nem apropriação indevida de valores”, assegurou.

O influenciador relembrou que os jovens talentos foram descobertos em situações vulneráveis, carregando sacos ou lavando pratos em troca de alimentos. Por meio da dança Kadoda, Banquione afirma ter proporcionado visibilidade aos talentos, apoio alimentar às famílias, retorno à escola e melhores condições de vida, incluindo habitação temporária.

Atualmente, Banquione informa que não há contratos ou shows agendados, e que os rendimentos da agência sempre dependeram exclusivamente das apresentações. Ele também esclareceu pontos sobre sua situação financeira pessoal:

  • Não possui empresa registrada relacionada à dança Kadoda.
  • O carro de sua propriedade foi adquirido antes do início do trabalho com os jovens.
  • Os contratos publicitários que mantém, incluindo um recente como embaixador de uma marca de frangos no Niassa, são fruto de sua imagem pessoal e esforço profissional, não se relacionando com os valores obtidos com a dança.

Banquione enfatiza ainda que nunca abandonou os meninos e que a divisão de valores sempre foi justa. Entretanto, reforça que não possui responsabilidade legal sobre eles, sendo apenas o agenciador. “Educação e acompanhamento familiar não dependem apenas de mim”, afirma.

O influenciador pediu respeito à sua imagem e solicitou que as críticas sejam feitas com base em informações corretas, lembrando que, além de criticar, é importante apoiar e ajudar na educação e bem-estar dos jovens.

“Estou sempre aberto ao diálogo, mas não aceitarei difamação. Criticar é fácil; apoiar e elogiar é que faz a diferença”, concluiu Celso Américo Banquione.

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