Bissau | 2 de Agosto de 2026
O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau veio a público demonstrar a sua profunda apreensão face à crescente onda de partilha de conteúdos íntimos de jovens nas plataformas digitais, com particular destaque para o TikTok. O órgão condenou veementemente este comportamento, classificando-o como um atentado gravíssimo à dignidade humana e ao direito à privacidade.
Liberdade de Expressão Não Justifica Exposição
Num documento oficial tornado público a 31 de Julho de 2026, a instituição foi categórica ao separar os conceitos, frisando que a divulgação de materiais do fórum privado não pode, em circunstância alguma, ser camuflada como liberdade de expressão.
De acordo com o CNT, esta prática destrói a intimidade das vítimas e acarreta consequências psicológicas e sociais devastadoras para os jovens envolvidos, afectando igualmente as suas famílias e o tecido social guineense como um todo. O Conselho fez questão de recordar que, embora a liberdade seja um pilar indispensável, a mesma exige bom senso e um respeito escrupuloso pelos direitos alheios.
Apelo a Medidas de Combate Imediatas
Face à proliferação deste fenómeno cibernético, o órgão governamental lançou um apelo directo às entidades competentes, exigindo a adopção de respostas rápidas e eficazes. Entre as soluções propostas para travar esta violação de privacidade, o CNT destaca:
- O reforço imediato das políticas de educação e literacia digital;
- O avanço de campanhas de sensibilização direccionadas à população;
- A ponderação de uma revisão do quadro legal existente, com o objectivo de garantir uma protecção mais robusta da privacidade e dos direitos dos cidadãos.
A nota de repúdio e alerta, emitida a partir da capital, Bissau, conta com a assinatura do actual presidente do Conselho Nacional de Transição, o Major-General Tomás Djassi.
(Notícia elaborada com base na publicação da DMG TV / Digital Mídia Global TV)
