O tema da “nhonga” — termo popularmente usado para designar pagamentos informais em transações legais ou ilegais — voltou à tona esta semana após um cidadão de nacionalidade chinesa denunciar à EcoTV um alegado caso de abuso de poder envolvendo agentes do Serviço Nacional de Migração (SENAMI).
Segundo a denúncia, oito supostos agentes do SENAMI dirigiram-se ao armazém do empresário para realizar uma fiscalização. Após conferirem a documentação, constataram que a situação migratória e comercial do empresário estava regular. Apesar disso, teriam exigido o pagamento de “nhonga”.
Ao recusar o pedido, o empresário relata que o ambiente tornou-se tenso. Os agentes, segundo ele, fecharam os portões do estabelecimento e, em ato intimidatório, ignoraram o acesso formal e teriam saído do local saltando o muro de vedação.
O episódio levanta suspeitas de extorsão, abuso de autoridade e violação dos procedimentos administrativos durante a fiscalização. Em resposta à reportagem, o SENAMI afirmou que irá emitir um pronunciamento oficial sobre o caso.
A denúncia reacende o debate sobre práticas informais no serviço público e aumenta a pressão sobre as autoridades para que conduzam uma investigação rápida, transparente e rigorosa.
