No bairro Nhamaonha, na cidade de Chimoio, um caso de violência psicológica e privação conjugal está a chocar a comunidade. Uma mulher denunciou o próprio esposo por lhe negar relações sexuais há mais de um ano, alegando que o faz por ser seropositivo. A situação agrava-se com um ultimato extremo: o homem ameaça tirar a vida à esposa caso descubra qualquer traição.
O Início do Distanciamento
O caso foi trazido a público pela própria vítima, que procurou a Rádio Comunitária GESOM num acto de desespero para expor a sua situação. De acordo com o relato da mulher, a ruptura na intimidade do casal não foi imediata, mas teve um marco temporal bem definido:
- O gatilho: O distanciamento físico começou logo após o nascimento do terceiro filho do casal.
- Quartos separados: Desde essa altura, o marido recusa-se a partilhar a mesma cama, tendo passado a dormir num quarto separado.
Sustento Garantido, mas Sofrimento Psicológico
Apesar de o marido continuar a assumir a responsabilidade por todas as despesas da casa, a vítima relata que a falta de afecto e a privação sexual estão a destruir a sua saúde mental. O medo constante, provocado pelas ameaças de morte, coloca-a numa posição de extrema vulnerabilidade e sofrimento.
Visivelmente abalada e com lágrimas nos olhos, a mulher desabafou sobre o impacto desta imposição na sua vida:
“O meu marido faz todas as despesas de casa, mas o problema é de não aceitar dormir comigo, e ameaça de morte em caso de traição. Sou mulher e tenho necessidades biológicas.”
O caso levanta sérias preocupações sobre os impactos psicológicos nos casamentos onde há diagnósticos de HIV, bem como sobre a violência doméstica expressa através de ameaças e coacção emocional.
