Um ataque perpetrado por insurgentes resultou na morte de sete membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) na localidade de Mitope, situada no distrito de Mocímboa da Praia. A ofensiva armada ocorreu na tarde do dia 23 de Abril. Logo no dia seguinte, o grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado, partilhando imagens dos corpos dos militares abatidos através das suas plataformas de propaganda.
Este incidente destaca-se por ser o primeiro ataque de grande envergadura registado durante este mês na província de Cabo Delgado.
A região de Mitope, que fica localizada a escassos quilómetros a oeste de Awasse, é apontada como a base operacional de uma célula rebelde activa. Este grupo tem-se dedicado à extorsão, cobrando “taxas” ilícitas a transeuntes e automobilistas que circulam ao longo da Estrada Nacional Número 380 (EN380).
No seu comunicado de reivindicação, o Estado Islâmico declarou ainda que os seus combatentes deitaram fogo ao acampamento militar e confiscaram diversas armas e munições. De acordo com relatos de fontes locais, a posição das FADM agora atacada havia sido instalada recentemente, tendo como objectivo principal garantir a segurança necessária para o regresso das populações deslocadas às suas zonas de origem.
Ataque a Autocarro de Passageiros
Ainda no mesmo dia 23, registou-se uma segunda investida por parte de outro grupo de insurgentes. Desta vez, o alvo foi um autocarro de transporte de passageiros que transitava nas imediações da aldeia de Roma, fazendo a rota que liga o distrito de Mueda à vizinha Tanzânia.
Homens armados abriram fogo contra o veículo, causando avultados danos materiais, com destaque para a destruição total dos vidros. Durante os disparos, o motorista sofreu um ferimento num dos braços, mas, felizmente, todos os restantes passageiros conseguiram escapar sem qualquer ferimento.
Até ao momento, as autoridades de Moçambique não emitiram qualquer confirmação oficial sobre estes incidentes. O Governo e as forças de segurança continuam a manter a sua habitual postura de silêncio face a estas ocorrências ligadas à insurgência armada na região Norte. (Com base em informações veiculadas pela MOZTIMES)
