Quelimane Recebe Mais de 40 Milhões de Meticais Para Travar Greve e Pagar Salários em Atraso

O Conselho Municipal de Quelimane, situado na província da Zambézia, já tem à sua disposição mais de 40 milhões de meticais disponibilizados pelo Governo, por via do Serviço Provincial de Finanças. A verba tem como objetivo regularizar os vencimentos em atraso dos funcionários da autarquia, que se encontram em paralisação geral pelo segundo dia consecutivo.

Destino dos Fundos e Meses em Dívida

​A confirmação deste desembolso foi feita na manhã desta terça-feira pelo vereador das Finanças do município, Elísio Alexandre, em declarações ao portal “Notícias Online”. O responsável explicou que o valor injetado será aplicado na liquidação dos salários correspondentes aos meses de novembro e dezembro de 2025, bem como ao mês de fevereiro de 2026.

​O vereador sublinhou que, num esforço interno, o município já havia conseguido garantir o pagamento do salário de janeiro de 2026 e do décimo terceiro vencimento através da arrecadação de receitas próprias. Contudo, mesmo com este novo apoio governamental, a edilidade continuará com dívidas pendentes relativas aos meses de março, abril e maio do ano em curso.

O Peso da Folha Salarial Mensal

​Para enquadrar a situação financeira da autarquia, Elísio Alexandre detalhou os custos mensais associados aos recursos humanos, que ultrapassam a fasquia dos 13 milhões de meticais em salários e encargos.

​A distribuição desta verba é feita da seguinte forma:

  • Cerca de 4 milhões de meticais para o pagamento de trabalhadores sazonais;
  • 1,2 milhões de meticais destinados aos membros da Assembleia Municipal;
  • 500 mil meticais para cobrir as comissões de serviço do presidente do município e dos respetivos vereadores;
  • Mais de 600 mil meticais alocados a funcionários reformados e desligados dos quadros.

A Posição Irredutível dos Trabalhadores

​Apesar da chegada dos fundos, a greve não tem um fim imediato à vista. Celestino Albano, o representante dos funcionários municipais, foi categórico ao afirmar que a paralisação só será oficialmente suspensa no momento em que os trabalhadores confirmarem a entrada efetiva do dinheiro nas suas contas bancárias individuais.

​No entanto, num gesto de flexibilidade para acelerar o processo, os grevistas concordaram em abrir uma exceção: permitiram a reabertura e o funcionamento da secretaria municipal e do gabinete do presidente da autarquia, garantindo assim que a parte administrativa possa trabalhar na resposta às exigências salariais.

Fonte: Jornal Notícias

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