Escândalo em Maputo: Nora admite ter desenterrado marido e filhos no cemitério da Texlon

A cidadã acusada de destruir três sepulturas e de retirar os restos mortais do seu falecido esposo e de dois filhos, no cemitério da Texlon, na província de Maputo, quebrou o silêncio e confirmou ter avançado com a autorização para a exumação das ossadas.

​Em sua defesa, a visada justificou que a deliberação foi motivada pelas recorrentes inundações que assolavam aquela área do cemitério. Segundo os seus argumentos, a acumulação constante de água subterrânea e de chuva estava a comprometer seriamente a conservação e a dignidade dos locais onde os corpos haviam sido sepultados.

​Revolta Familiar e Acusações de Feitiçaria

​A ação, contudo, espoletou uma onda de indignação e revolta no seio da família, que alega ter sido completamente colocada à margem do processo. Os parentes acusam a mulher de ter tomado uma atitude estritamente unilateral e, devido à falta de comunicação prévia, associam o desentranhamento das ossadas a supostos rituais de feitiçaria.

​Em contrapartida, a acusada refutou categoricamente as suspeitas de cariz sobrenatural e desafiou publicamente os familiares do marido a apresentarem evidências concretas que fundamentem tais teorias. A cidadã esclareceu ainda que todo o processo de exumação foi executado por operários devidamente credenciados, assegurando que a legalidade e a transparência do procedimento podem ser validadas junto das autoridades competentes do setor.

​Disputa por Herança no Fundo do Conflito

​Para além da controvérsia gerada em torno da violação das campas, existem outros contornos de cariz financeiro por trás do desentendimento. Fontes próximas ao caso apontam que uma disputa acesa entre as partes, relacionada com a partilha de bens e heranças, estará a servir de combustível para inflamar o ambiente de hostilidade e as acusações mútuas no seio do clã familiar.

(Com base em informações veiculadas pela TV Sucesso)

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