Chapo diz desconhecer motivos da renúncia da Governadora de Gaza

Chapo diz não saber por que Governadora de Gaza renunciou e aponta quem pode explicar

O Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, afirmou que desconhece as razões que levaram Margarida Mapandzene a renunciar ao cargo de Governadora da Província de Gaza, posição para a qual foi eleita através daquele círculo eleitoral.

Segundo o Chefe do Estado, a única pessoa capaz de explicar os motivos da decisão é a própria ex-governadora.

“O mais prático é que a pergunta sobre as razões da renúncia seja feita à própria pessoa que renunciou. Só ela pode dar a resposta”, afirmou Daniel Chapo durante o balanço da sua visita à província de Nampula, quando questionado sobre o assunto.

Na mesma ocasião, o Presidente da Frelimo foi igualmente questionado sobre o afastamento do primeiro-secretário do partido na província de Gaza. Em resposta, garantiu que a Frelimo irá respeitar os seus procedimentos internos para a escolha do próximo dirigente que deverá ocupar o cargo.

A renúncia de Margarida Mapandzene foi confirmada na última sexta-feira pelo porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, que explicou tratar-se de uma decisão enquadrada na legislação moçambicana, rejeitando interpretações de que a saída tenha sido motivada por pressões internas ou conflitos dentro do partido.

Pedro Guiliche falava em Chimoio, à margem da visita do secretário-geral da Frelimo, Shaquil Aboobacar, à província de Manica, no âmbito dos preparativos para a realização da 11.ª Conferência Nacional de Quadros da formação política.

Segundo o porta-voz, a prioridade da Frelimo mantém-se centrada na implementação do programa de governação e no cumprimento do manifesto eleitoral apresentado aos eleitores.

A saída de Margarida Mapandzene ocorreu num momento marcado por várias especulações públicas, incluindo alegações sobre uma eventual ligação ao suposto desvio de donativos destinados às vítimas das cheias na província de Gaza.

Entretanto, Pedro Guiliche afastou qualquer ligação entre a renúncia e essas alegações, sublinhando que a decisão da governadora segue os mecanismos previstos na lei e que qualquer suspeita de irregularidade deve ser investigada pelas instituições competentes.

O porta-voz da Frelimo classificou a renúncia como um procedimento normal dentro do quadro jurídico nacional e explicou que, por se tratar de uma governadora eleita através de listas partidárias, caberá agora à Assembleia Provincial iniciar o processo legal para a sua substituição.

“Competirá agora à Assembleia Provincial entrar em acção e cumprir o seu papel. Fazemos fé que quem vier a assumir estas funções esteja consciente de que entra num contexto em que a FRELIMO precisa de materializar efectivamente o seu manifesto eleitoral, traduzido em programa de governação”, declarou Guiliche.

O dirigente reiterou que a prioridade do partido continua a ser a concretização das promessas eleitorais, com destaque para a expansão dos serviços de saúde e educação, electrificação, melhoria das infra-estruturas rodoviárias e promoção do desenvolvimento local através de instrumentos como o Fundo de Investimento de Desenvolvimento Local (FIDEL).

Sobre a 11.ª Conferência Nacional de Quadros da Frelimo, prevista para decorrer de 21 a 23 de Agosto, na cidade de Chimoio, Pedro Guiliche fez um balanço positivo dos preparativos.

“Durante este período em que estivemos aqui, de 22 a 24 de Julho, aquilo que o camarada secretário-geral constatou, e que esta delegação também constatou, é que estão criadas as condições para a realização da 11.ª Conferência Nacional de Quadros”, afirmou.

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