Cinco dias depois da renúncia de Margarida Mapandzene Chongo ao cargo de governadora da província de Gaza, já foram divulgados os primeiros esclarecimentos sobre a sua saída. A Assembleia Provincial confirmou que a dirigente apresentou a sua renúncia por motivos profissionais e pessoais, enquanto decorre o processo para a escolha do seu sucessor.
A cadeira de governador da província de Gaza encontra-se vaga há cinco dias, após a saída de Margarida Mapandzene. As informações sobre a sua decisão foram apresentadas esta segunda-feira durante uma sessão extraordinária da Assembleia Provincial, que confirmou oficialmente a recepção do pedido de renúncia.
Segundo a porta-voz da Assembleia Provincial de Gaza, Argentina Picuane, a governadora cessante comunicou a sua decisão através de um documento submetido ao órgão legislativo provincial.
“Recebemos a comunicação da senhora governadora provincial, Margarida Mapandzene, manifestando a sua intenção de renunciar ao cargo por razões profissionais e pessoais”, explicou Argentina Picuane.
A porta-voz esclareceu ainda que o processo deverá seguir os procedimentos legais previstos, sendo necessária a realização de uma sessão para formalizar a cessação de funções da governadora.
“Está prevista uma sessão para o dia 5 de Agosto, onde um dos pontos será a apreciação e formalização da renúncia apresentada pela governadora”, afirmou.
Em relação à escolha do novo dirigente provincial, a Assembleia Provincial informou que o processo já está em preparação e deverá respeitar os mecanismos estabelecidos pela legislação moçambicana.
“Depois da formalização da renúncia, será desencadeado o processo para a indicação do novo governador da província de Gaza”, acrescentou Argentina Picuane.
Com este calendário, a província poderá conhecer o novo governador dentro dos próximos 10 dias. O sucessor de Margarida Mapandzene deverá ser escolhido a partir de uma lista composta por 10 membros dos órgãos provinciais.
A mudança na liderança da província acontece num período marcado por forte atenção pública devido ao processo relacionado com o alegado desvio de ajuda humanitária, que resultou na detenção de pelo menos nove dirigentes provinciais.
A Assembleia Provincial garante que a transição será conduzida dentro dos procedimentos legais até à nomeação do novo responsável pela governação de Gaza.
